quarta-feira, 12 de abril de 2017

Crônicas da Matrix Finaneira: o Polegar descontrolado

No longínquo ano de 1989, começou a fazer sucesso no Brasil uma boy band adolescente chamada Polegar, composta por esses rapazes na imagem abaixo:

Veja só que merda.
Eu era só um bebê e não tenho lembrança alguma dos acontecimentos, mas o fato é que a boy band em questão fez sucesso por alguns anos, até que todo mundo cansou de olhar pra cara de bosta deles e o grupo caiu no esquecimento.

Fiz uma extensa pesquisa de quarenta segundos lendo a Wikipedia e vi que alguns integrantes da banda se deram bem na vida e outros nem tanto.

Não sei quem é quem na foto acima, mas o fato é que um deles virou médico, outro virou delegado de polícia e um outro virou músico profissional. Na lista dos que se deram mal, um deles virou viciado em crack e o outro... bom, o outro virou O POLEGAR DESCONTROLADO, assunto do post de hoje.

Aí está ele: o Polegar descontrolado
Depois de décadas escondido nas profundezas do anonimato, o Polegar descontrolado reapareceu no noticiário nacional em abril de 2014, quando declarou ao jornal "O Dia" que não tinha dinheiro nem para comer.

Vale transcrever uma pequena parte da entrevista, que já nos dá uma ideia da situação deplorável em que o sujeito se encontrava naquela época:
Como está sua situação atual?
Eu me encontro numa situação de desespero. Estou longe da minha cidade, não tenho os meus pais vivos, estou afundado em dívidas e sem saber a quem recorrer. Devo R$ 45 mil de empréstimo ao banco, estou R$ 12 mil negativo, tenho duas pensões alimentícias em aberto desde dezembro, tenho as prestações do meu carro atrasadas que já somam R$ 50 mil, além do aluguel do meu restaurante em Mogi das Cruzes, que está atrasado há quatro meses.

Você tem quantos filhos? 
Tenho três. Priscila, de 23 anos, que é fruto de uma única noite e, até hoje, não tenho certeza se é realmente minha filha; Larissa, de 16 anos, e João Pedro, de 5, que foi um ‘acidente’.
Apesar da situação dramática, o Polegar descontrolado dirigia por aí um SUV (aquele Santa Fe, da Hyundai) e morava sozinho em uma casa de 3 quartos, piscina e o caralho a quatro em Taubaté.

Mas o fato é que, sabe-se lá como, fãs e amigos do Polegar descontrolado se comoveram com o drama, e por isso ele recebeu algumas doações para tentar colocar a vida nos eixos.
Depois de passar 2015 e a maior parte de 2016 fora dos noticiários, eis que o Polegar descontrolado ressurgiu novamente na imprensa nacional, no fim do ano passado, dessa vez porque quase morreu ao ser espancado pelo próprio cunhado. 

Isso deve ter doído
E agora, em abril de 2017, já recuperado da surra, nosso amigo surge novamente nos meios de comunicação, dessa vez dizendo dever mais de R$ 400 mil a bancos, aluguel, pensão alimentícia etc, até pro padeiro o cara deve dinheiro.

Mais uma vez ele pede ajuda a quem quer que queira ajudá-lo e considera suicídio como uma opção caso não consiga reverter sua situação. 

Não sei que fim esse cara vai levar, mas você há de convir comigo que o futuro dele não parece muito promissor, já que a dívida só aumenta e o mimimi comove cada vez menos gente.


Resolvi tirar alguns minutos do dia para escrever sobre o Polegar descontrolado pois ele é um belo exemplo a não ser seguido por nós, futuros milionários.

Ele é um escravo da inflação do padrão de vida, um procriador irresponsável, um vitimista convicto e um completo inepto no trato com o dinheiro.

Ele é, acima de tudo, o rei das escolhas erradas, e a prova viva do que imaturidade emocional e financeira podem causar na vida de uma pessoa.

Aquele abraço!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Mudança no blog

Olá, pessoal!

Depois de bastante reflexão sobre o assunto, tomei uma decisão: não vou mais fazer os posts de desempenho mensal.

Cheguei a essa conclusão por dois motivos, que listo a seguir:

1) Acho um saco escrevê-los

Via de regra eu não tenho nada de muito empolgante para compartilhar com vocês todo santo mês a título de evolução patrimonial, então venho sentindo que a tarefa de escrever posts dessa natureza se tornou bastante enfadonha.

Esse é o meu nível de empolgação todo começo de mês, quando lembro que tenho que escrever o post de desempenho mensal
Talvez como consequência disso, veio crescendo dentro de mim o sentimento de que escrever posts de desempenho mensal se tornou uma obrigação.

Ora, este blog é um hobby, então preciso afastar qualquer sentimento de obrigação, do contrário um dia me sentirei compelido a abandonar por completo o navio em troca de um hobby mais prazeroso.

2) Análise mensal é incompatível com minha vida

Ao contrário da maioria absoluta das pessoas na blogosfera, sou profissional liberal e não tenho uma receita mensal fixa.

Por conta disso, quem reler meus posts de desempenho verá que meus aportes são completamente aleatórios: teve mês que aportei R$ 0, outro mês R$ 500, outro mês R$ 8 mil. 

Dentro desse contexto, a real é que não faz sentido algum eu ficar fazendo autocríticas mensais sobre minha vida financeira. 

Prova prática disso foi o que aconteceu em 2016: nos últimos 3 meses do ano, aportei mais do que o dobro do que foi aportado nos primeiros 9 meses. 

Isso pra mim foi uma demonstração muito clara de que preciso deixar a lógica do mês a mês de lado e adotar uma linha de pensamento mais adequada à minha realidade, como por exemplo uma análise semestral ou anual.

Continuarei mantendo um controle pessoal rígido das minhas finanças, mas aqui no blog dou por encerrado os posts de desempenho mensais.

Cogito fazer posts de desempenho semestrais ou anuais (ainda não decidi).

Considerações finais: 

Quero agradecer e render minhas homenagens ao nobre Mestre dos Centavos, que me deu espaço no ranking que por ele vem sendo conduzido com excelência, ao mesmo tempo em que peço que ceda o meu lugar no ranking para algum dos suplentes que aguardam ansiosamente por uma vaga. 

Obrigado!
Quero também assegurar aos demais leitores de que tentarei manter a regularidade de 3 a 4 posts por mês aqui no blog, como já vem sendo feito desde o princípio. 

Aquele abraço!

sexta-feira, 17 de março de 2017

Dois anos de blog

Fala, galera!

Estou postando hoje só para não deixar passar em branco o aniversário do blog.

Festejando na laje os 2 anos do blog
Assim como muitos de vocês, criei o blog com o objetivo de deixar registrado a minha jornada rumo à independência financeira.
  
Se você ler os 80 posts que escrevi nesses últimos dois anos, verá que iniciei o blog com R$ 30 mil, ultrapassei os R$ 100 mil, comprei um apartamento à vista no fim do ano passado e agora cá estou eu, me aproximando novamente dos R$ 30k. 

Você pode até não concordar com minhas escolhas, como muita gente não concordou quando comprei o apê, mas não pode negar que estou construindo algo duradouro, enquanto a grande maioria das pessoas que conheço queima fortunas achando que evoluir significa inflacionar o padrão de vida.


Não tenho o mesmo entusiasmo de antigamente para seguir postando, nem acho que preciso do blog para me manter firme nos meus objetivos, mas sigo escrevendo por ser um hobby, e também porque o feedback dos leitores geralmente é positivo.

Então se você aprecia este recinto, deixa aí embaixo uma mensagem, mesmo que você seja Anônimo, e mesmo que seja um simples "feliz aniversário".

Aquele abraço!

sábado, 11 de março de 2017

Seu Madruga: uma autobiografia

Olá, confrades, tudo bem?

Hoje falarei um pouco sobre mim, para que vocês conheçam melhor quem é o Seu Madruga, onde ele vive, do que se alimenta e outras coisas mais.

1) Infância

Conforme já tive a oportunidade de mencionar nos posts sobre a Vovó Safada, meu pai veio de uma família bem miserável.

Felizmente para mim, ele já tinha virado o jogo e conquistado uma condição financeira boa quando resolveu me botar no mundo.

Graças a isso, tive uma infância e adolescência bem confortável: estudei em escola particular, tive mega-drive, super nintendo, playstation, bicicleta, matrícula em natação, basquete, futsal, curso de inglês, escotismo, fins de semanas em Búzios, viagens nas férias e por aí vai. 

Como me sinto quando lembro da minha infância
Essa parte boa da vida, repleta de diversão e praticamente nenhuma responsabilidade, foi passando enquanto o Madruga adentrava na adolescência.

 2.1) Adolescência - parte mágica

Quando entrei no ensino médio, parei de estudar em escola particular e entrei em escola federal.

Tive uma vida social bem agitada e conhecia uma quantidade enorme de pessoas.

Eu era bem extrovertido e transitava livremente entre surfistas, RPGistas, góticos, funkeiros, drogadinhos, emos, playboys, metaleiros e todo tipo de grupo que existia na cidade.

Naquela época as pessoas estavam começando a usar a internet para socializar e o principal ponto de encontro virtual dos adolescentes era o canal da cidade no saudoso IRC, que chegava a ter 700 pessoas online em horário de pico.

Para quem não sabe, isso é um canal de IRC.
Eu era o fundador e principal moderador (OP) do canal em questão e, por mais que isso possa soar absolutamente ridículo hoje em dia, naquela época isso me garantiu um prestígio social monstruoso entre os jovens: muitas pessoas sabiam quem eu era sem eu sequer saber que elas existiam, desconhecidos(as) me abordavam querendo puxar papo e forçar amizade.

Nada na cidade concentrava tantos jovens num só lugar quanto o canal que eu criei, e eu sabia que poderia tirar proveito financeiro disso.

Profissionalizei a gestão do canal quando conheci um cara chamado Boi_Reprodutor. Ele era um nerdão sem vida que passava o dia e a madrugada online, além de ser um expert em IRC.

Transformei o Boi_Reprodutor em operador do canal e ele passava o dia moderando, banindo imbecis, enfim, colocando lei e ordem no chat.

Comecei a ganhar dinheiro quando Boi_Reprodutor botou um BOT no canal que fazia propagandas. Uma escola, uma pastelaria e uma sorveteria me pagavam cerca de R$ 200,00/mês cada um para que o BOT ficasse postando anúncios no canal, e eu dava 1/3 desse valor para o Boi, que era quem cuidava de tudo.

Adolescência entre os descolados
Outra coisa que eu fazia para ganhar dinheiro e que aumentou bastante meu prestígio social foi organizar shows de rock na cidade.

Com 16/17 anos, eu alugava o espaço num clube decrépito, chamava bandas da cidade e de fora que topavam tocar só pela diversão (sem cachê), colava posters em pontos de ônibus, distribuía flyers e botava o BOT do IRC para anunciar o show no canal.

Hoje percebo que isso era coisa de doido pois tudo era feito da forma mais irregular possível, mas na época eu não me importava e ganhava uns R$ 400,00 por show. Era pouco pois eu vendia ingressos baratos: me preocupava mais em garantir o sucesso do evento do que ganhar dinheiro.

Lucrando com a diversão alheia

Naquela época todo mundo era menor de idade então ninguém tinha carro ou muitas riquezas para ostentar. O que te transformava em uma pessoa atraente mesmo era popularidade, e isso eu tinha de sobra.

Por conta disso, e também por não ser um cara feio, eu atraía bastante mulheres. Depois de um tempo deitando e rolando nas menininhas, uma em específico roubou o coração do jovem Seu Madruga: Hajna, uma húngara de 15 anos que estava fazendo intercâmbio de 1 ano no Brasil.

Cabelos castanhos claros e sedosos, olhos verdes, rosto perfeitamente simétrico, pele tipo comercial de Monange, um corpo na medida certa, origem exótica, idioma estranho com 44 letras no alfabeto, enfim, era uma pessoa muito interessante e que chamava a atenção por onde passava.

Complicado

Era uma vida excelente e toda vez que penso no passado sinto uma enorme nostalgia. Eu sentia que nada para mim era impossível e que eu me tornaria um adulto bem sucedido, pois por algum motivo tudo conspirava ao meu favor.

Como eu imaginava que meu futuro seria
2.2) Adolescência - parte bosta

Era 2004 e de repente ninguém mais se importava com IRC.

Os jovens estavam deslumbrados com o recém-lançado Orkut e para chat intensificaram o uso do MSN, e por conta disso o canal que eu fundei esvaziou.

Com isso, eu não conseguia mais ganhar dinheiro com anúncios, nem popularidade por ser o dono do canal da cidade.

A queda da popularidade do canal foi enorme e o quadro parecia irreversível. Dei o canal para Boi_Reprodutor e parei de frequentar o recinto.

Eu também não tinha mais tempo para organizar os shows pois estava estudando para o vestibular, então outros moleques "roubaram" o meu protagonismo.

Para fuder o cu do palhaço de uma vez por todas, os "pais brasileiros" da Hajna descobriram o namoro comigo, comunicaram à empresa de intercâmbio, que por sua vez comunicou aos pais húngaros, que não gostaram nada da novidade e mandaram ela fazer as malas e voltar pro país dela imediatamente. 

Seu Madruga assistindo o fim de seu império adolescente
Isso tudo me incomodou e atrapalhou meus estudos.

Para agravar a situação, os meus pais resolveram divorciar justamente no meu ano de vestibular, o que atrapalhou mais ainda. 

A consequência disso é que não passei em nenhum vestibular de universidade pública no meu estado.

Eu já estava devidamente matriculado num cursinho pré-vestibular quando surgiu uma luz no fim do túnel: fui aprovado como suplente no vestibular de uma universidade federal de um outro estado.

3.1) Vida adulta - parte escrota

Meu pai havia perdido metade do patrimônio dele durante o divórcio, então não estava nem um pouco disposto a bancar a minha vida universitária em outro estado.

Contra a vontade dele, eu peguei os R$ 3 mil que juntei no auge do meu empreendedorismo-mirim e fui embora para a cidade grande, onde ficava a universidade.

Seu Madruga rumo ao desconhecido
Apesar dos baques sofridos, eu estava otimista, pois ainda era relativamente popular na cidade onde eu vivia e dessa vez estava indo rumo à cidade grande, onde eu pretendia reproduzir todo o meu sucesso que tive durante a adolescência.

Faria mil amigos, arranjaria um emprego legal, frequentaria as festas da universidade, enfim, era uma cidade de milhões de pessoas, então o céu era o limite.

Só que a realidade veio e me deu um tapa na cara
Depois de uma semana dormindo em um albergue na cidade grande, arranjei um lugar para morar: um quartinho nos fundos da casa de uma idosa, próximo à universidade.

Não consegui interagir bem com as pessoas da cidade grande pois todo mundo que eu conversava já tinha seus respectivos grupos de amigos, e ninguém parecia muito disposto a acolher um forasteiro.

Também percebi que eu não era a pessoa excepcional que eu sempre achei que fosse, e a real é que ninguém na nova cidade parecia estar interessado em me conhecer ou sequer ouvir o que eu tinha para dizer.

Naquele momento a minha prioridade era arranjar um emprego, mas eu não tinha experiência, nem referência, nem absolutamente nada para escrever no currículo além de "ensino médio completo".

Arranjei trabalho numa indústria de premoldados e comecei a passar em média 3 horas por dia dentro de ônibus pra ir e voltar do trabalho.

O trabalho era horroroso, sem carteira assinada, com os peões traficando drogas em meio aos blocos de premoldados.

Primeiro emprego
Eu chegava na aula fedendo, morto de cansaço, enquanto os demais alunos estavam com aquela disposição de quem não fez nada o dia todo além de assistir séries e ficar na internet fuçando a vida dos outros no Orkut.

Não consegui fazer nenhum amigo na universidade pois me sentia muito diferente deles, tanto por vir de outro estado, quanto por não ter tempo livre pra nada por conta do trabalho.

Para agravar a situação, passei a almoçar marmitas enormes compradas em restaurantes de credibilidade duvidosa, e a jantar no Restaurante Universitário, cuja qualidade da comida era igualmente ruim.

Engordei bastante por conta da alimentação precária e da solidão, e nessa altura do campeonato eu era não só o excluído da sala, mas também o gordinho estranho com notas ruins que sempre sobrava na hora dos trabalhos em grupo, e que sempre era alvo de chacota toda vez que os professores divulgavam os resultados das provas.

Banhas. Era só o que me faltava.
Foram anos vendo a vida passar, trancado no quartinho que eu havia alugado no fundo da casa de uma velha mau-humorada. Todo mundo na universidade parecia estar vivendo a vida loucamente, enquanto eu era escravo do trabalho, do cansaço, da falta de dinheiro, das notas ruins, da completa exclusão social e das gordices.

Nessa altura do campeonato eu já tinha feito as pazes com o meu pai, mas ele sabia que eu estava trabalhando e me sustentando na cidade grande, então ele não me ajudava financeiramente, provavelmente porque não sabia que na verdade eu estava no fundo do poço.

Passei a visitar bem pouco a cidade do interior, pois não queria ser visto pelas pessoas de lá com aquele peso todo, parecendo o Faustão antes da cirurgia bariátrica, e também porque eu raramente tinha grana para pagar a passagem de ônibus.

Seu Madruga
Minha situação só começou a melhorar quando consegui um estágio numa repartição pública e larguei a indústria de pré-moldados.

O estágio pagava muito bem ao ponto de eu conseguir me sustentar, e só exigia que eu trabalhasse meio período.

Graças a isso consegui ter tempo livre e passei a frequentar a academia de segunda à sábado. Colocava o CD "Alive 2007" do Daft Punk e fazia no mínimo 1 hora por dia na esteira.

Vai gordinho
Queimei 34kg de banha nessa brincadeira e fiquei 10kg abaixo do meu peso ideal. Fiquei parecendo o Cazuza com aids e comecei a trabalhar para ganhar massa magra.

Minhas notas na universidade melhoraram bastante e isso deixou de ser uma preocupação.

Apesar do esforço na academia e nos estudos, a minha dedicação estava mesmo era no estágio. Comparado com o meu emprego anterior, o estágio era o paraíso na terra.

Conforme já contei no post "O estagiário cara de cu e o poder do networking", no estágio eu tive a oportunidade de conhecer bastante gente, e fiz o máximo possível para cair na graça dessas pessoas. Como eu não tinha vida social alguma, eu dedicava bastante tempo ao estágio e às pessoas que eu conhecia lá.

3.2) Vida adulta - parte boa

Concluí a graduação com ótimas notas e graças aos meus relacionamentos no estágio recebi três propostas de trabalho.

Uma dessas propostas consistia em abrir a empresa no qual sou sócio até hoje.

Os primeiros anos de empresa foram bem complicados, mas não vou entrar em detalhes pois esse post ficaria ainda maior do que já está.

Fiz um amigo na academia e graças a ele comecei a ter vida social. Saíamos todos os fins de semana para as calouradas e festas dentro do campus da universidade em que estudei.

Calouradas
Eu não tinha muita lábia, mas estava no auge da minha forma física e isso ajudava bastante. Levava vários foras numa noite, mas não me deixava abalar e ia tentando até encontrar alguma interessada. Toquei o terror nesse período, seduzi muitas moças, parti corações, fui babaca com meninas legais, fui legal com meninas babacas, enfim, foi uma loucura em que eu compensei anos de quase-celibato.

O Orkut era pura decadência e o Facebook já estava fazendo sucesso nessa época, quando fui adicionado por Hajna, a húngara paixão da adolescência, que estava mais bonita do que nunca.

OPA
Comecei a bater papo com ela no MSN e combinamos de nos encontrar. Penei para juntar o dinheiro necessário e comprei a passagem aérea para a Hungria.

Cheguei na Hungria sem um centavo no bolso, sério mesmo. Passei um mês na casa da família dela, sendo tratado como um rei pelos pais dela, os mesmos que anos atrás destruíram nosso namorico adolescente.

Viajei com ela por vários países da Europa de graça, tudo bancado pela família dela.

Vivi esse segundo namorico com ela sabendo que não tinha futuro, pois "as agendas não conciliavam", e relacionamento à distância é o caralho.

Voltei para o Brasil e continuei dedicado à minha empresa. Trabalhava de 8 às 19/20/21/22h e não sabia o que era fim de semana e feriado.

Enterrado em trabalho
3.3) Vida adulta - parte ótima

Meu amigo parceiro de baladas e calouradas engravidou uma mulher que ele nem conhecia direito e, como ela não abortou, ele se viu forçado a assumir a criança.

Quando a criança nasceu ele virou papai coruja e largou as baladas para tentar um relacionamento com a mãe no maior estilo "stay together for the kid".
Parabéns, papai.

Eu estava ok com isso, nessa altura do campeonato eu já tinha feito alguns novos amigos, e a real é que eu tinha enchido o saco de farrear.


Minha empresa começou a dar dinheiro e eu saí do cativeiro em que vivia nos fundos da casa da velha para alugar um apartamento. Fora isso, comecei a juntar cada centavo, para nunca mais passar pelo perrengue que passei quando trabalhava com pré-moldados.
Depois de anos tocando uma empresa que só andava de lado, finalmente dinheiro
Meu pai veio morar na minha cidade, casou novamente e teve uma filha que ainda é criança. Mora perto de mim e eu o visito semanalmente.

Arranjei uma namorada investidora, criei este blog, comprei um apartamento.

Agora, com quase 30 anos de idade, acredito ter o terreno capinado para plantar a renda passiva.

Embora meus aportes não sejam tão louváveis assim, acredito muito no potencial da minha empresa, pois tem um bom dinheiro em jogo e cedo ou tarde ele entrará no meu bolso.

Não fico ressentido com acontecimentos do passado, muito pelo contrário, tento não guardar rancor por não ver utilidade nisso.

Evito ao máximo pessoas propensas ao drama e à enrolação. Gosto de gente objetiva e que não usa mais palavras do que o necessário para passar uma mensagem. "Vá direto ao assunto" é a frase que eu mais uso fora desse blog.

Independência financeira para mim é sinônimo de liberdade para gerir o meu tempo na terra da forma que eu bem entender. Quero ter a liberdade de estar onde eu quiser, na hora que eu quiser, sem que trabalho, dinheiro ou outras obrigações me mantenham presos a uma determinada localização geográfica. Pode ser que esse conceito mude no futuro, mas no momento é assim que penso.

Esse post é um resumão de fatos relevantes da minha vida, para que vocês me conheçam melhor, pois o blog tem quase dois anos e reparei que falei muito pouco sobre mim. Muita coisa ficou de fora para não prolongar um post que já ficou bem grande.

Espero que tenham se divertido. Abraço!