quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Direito, engenharia e medicina nos dias de hoje

Estava conversando com uma senhora que está em seus 60 anos de idade e ela me disse que, em sua juventude, sucesso profissional era ser bancário.

Isso mesmo, bancário.
Segundo ela, há algumas décadas atrás não havia nada mais descolado do que trabalhar em banco, tanto é que, quando ela largou o Banco do Brasil para ser juíza de direito, o pai dela ficou tão enraivecido que cortou contato com ela.

Pra vocês verem como o tempo muda as coisas: hoje a classe bancária não tem 1/10 da relevância que tinha antigamente (ferrados pela tecnologia) e o cargo de juiz de direito, que antes não era lá tão expressivo, hoje é cobiçado por milhares de pessoas que se digladiam em concursos públicos.

Eu não vivi nessa época nem sei se ela exagerou no que me disse, mas tem uma lição aí: as profissões do momento vem e vão ao longo dos anos.

Uma coisa que eu vivi (e vocês provavelmente também viveram) é que, até não muito tempo atrás, quem quisesse encher a família de orgulho e adquirir um status de "bem de vida" poderia recorrer a três cursos: direito, engenharia e medicina. 

Essa "tríade do sucesso" começou a ruir quando o MEC decidiu que qualquer muquifo fedorento poderia se tornar uma instituição de ensino superior, o que culminou no surgimento de milhares de faculdades de credibilidade extremamente duvidosa.

Pode transformar esse cativeiro em instituição de ensino superior, o MEC aprova.
Não é novidade para ninguém que o primeiro curso a se dar mal com essa história foi o de direito. Sem a necessidade de montar laboratórios e manter equipamentos complexos,  os cursos de direito se proliferaram como o Aedes aegypti, vendendo "o sonho de ser dotô" para quem quer que se dispusesse a pagar mensalidade.

A consequência disso é patética: o Brasil passou a ter mais cursos de direito do que todos os outros países do mundo juntos. Em 2010 eram 1.240 cursos jurídicos no Brasil, enquanto o resto do planeta somava 1.100 cursos (fonte). 

Como o direito se tornou a prostituta dos cursos superiores, o mercado jurídico implodiu. Conheço bastante gente formada em direito e sei que o mercado (ao menos por aqui) está pagando aproximadamente R$ 1.200/mês para advogados em início de carreira, além de ter uma galera por aí fazendo audiências avulsas por R$ 30 e coisas do gênero. 

Foto oficial dos formandos da turma 2016/1 da Faculdade de Direito do Noroeste do Amapá
Quem ganha com isso é o Estado, que deve estar arrecadando fortunas com taxas de inscrição de concursos públicos; os cursinhos para concurso e a OAB, que enquanto finge indignação com a proliferação dos cursos de direito, embolsa uma grana preta com o exame de ordem e com a anuidade paga pelos 5 advogados por metro quadrado que existem no país.

A engenharia, ao que tudo indica, está caminhando para o mesmo destino que o direito. 

Nos últimos 5 anos, todas as faculdades aqui das redondezas que têm fama de colocar diploma na mão de analfabetos funcionais passaram a oferecer seus respectivos cursos de engenharia.

Conheço alguns engenheiros formados em federal, minha namorada inclusive, e eles contam que, quando eram estudantes, as empresas iam até a universidade para tentar contratar os alunos do décimo período... era um verdadeiro "vem trabalhar pra mim, pelo amor de Deus!". 

O que antes era emprego garantido, hoje não existe mais. Muita gente da engenharia está terminando o curso com o cu na mão de entrar na estatística do desemprego, e algumas pessoas que conheço estão de fato desempregadas, enquanto outras estão trabalhando por R$ 2 mil/mês, algo inimaginável há alguns anos atrás, e absolutamente incompatível com a importância dessa função.

Um exército de engenheiros mal formados, fudidos e mal pagos está em busca de seu lugar ao sol no mercado de trabalho. Vai dar merda.
Sei que o plano da Dilma de destruir a economia nacional influencia bastante na diminuição das oportunidades para engenheiros, mas o problema parece ir além disso. Semana passada saiu uma matéria na Folha de São Paulo cujo título é "Engenheiros ficam sem emprego, mudam de área e vão até para o Uber", que traz estatísticas perturbadoras ao demonstrar o crescimento vertiginoso das vagas em curso de engenharia.

Felizmente para os engenheiros, existem ótimas oportunidades fora do país. Se eu pudesse voltar no tempo, possivelmente cursaria engenharia e tentaria sair do país o mais rápido possível.

Da "tríade do sucesso" mencionada no começo do post só restou a medicina. 

"Como assim só ganhei R$ 21 mil neste mês?"
Enquanto o direito afundou e a engenharia está afundando, o curso de medicina parece manter seu status de porto seguro em termos de estabilidade financeira.

Isso ocorre pois a estrutura necessária para manter um curso de medicina está fora do alcance da grande maioria das faculdades que surgiram em cada esquina do nosso Brasil varonil.

Além do mais, o curso é caro e não é pra qualquer um: passar nas universidades públicas exige uma capacidade que poucos tem, e a mensalidade em uma faculdade particular de medicina custa em média R$ 4.500. Amigo, isso é muito dinheiro, papai tem que ser muito bem de vida para bancar um troço desses por mais de meia década.

Esses dois fatores elitizam o curso e preservam a reserva de mercado, fazendo com que somente 23.441 vagas para medicina sejam disponibilizadas ao ano.

Apesar disso, aqui na minha cidade 3 faculdades não muito respeitadas passaram a oferecer curso de medicina, o que vai colocar, anualmente, mais 240 médicos de competência questionável no mercado de trabalho.

Alguns conhecidos meus que são completos retardados mentais estão terminando medicina nessas faculdades, a demonstrar que o processo seletivo para entrar nelas consiste em uma pergunta: "Seu pai consegue pagar?".

Para o desespero dos que se beneficiam da reserva de mercado natural que o caríssimo curso de medicina parece ter, no meio do ano passado o Governo anunciou a intenção de criar mais de 11 mil vagas para tal curso até 2017.

Aumentar em quase 50% as vagas de graduação em medicina parece ser uma meta ambiciosa, mas não é nenhuma missão impossível se considerarmos que o MEC é especialista em autorizar o funcionamento de cursos de graduação vagabundos (direito e engenharia estão se ferrando por conta disso já há alguns anos).

Ainda é tempo de cursar medicina, mas a sensação que tenho é que o futuro da profissão parece não ser tão brilhante quanto seu presente.

Abraço!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Dicas para identificar um sócio babaca

O começo de uma sociedade empresária é muito bonito: você e seu(s) sócio(s) estão em perfeita sincronia, todos com os objetivos alinhados e muito empolgados com a possibilidade de ganhar dinheiro.

Sócios no começo da empresa
No entanto, o grande número de empresas que vão à ruína por conta de desavenças societárias demonstra que a empolgação inicial costumeiramente se torna um pesadelo com o passar do tempo.

Sócios depois de um tempo
Por que isso ocorre?

Existe uma frase de Maquiavel que é mais ou menos assim: dê poder ao homem e você descobrirá quem ele realmente é.

Certamente Maquiavel se referia ao poder político, mas acredito que a frase em questão tem muita utilidade no âmbito societário.

Por não ser subordinado a ninguém, um empresário acaba por ter mais controle sobre seu horário de trabalho, sobre as decisões, sobre o caixa, enfim, uma autonomia maior sobre praticamente tudo se o compararmos a um celetista ou funcionário público.

Coloque esse tipo de poder/autonomia nas mãos de um babaca e pronto, a sementinha do mal para a destruição da sua sociedade está plantada.

Passada a fase de euforia pós-criação da empresa, o sócio babaca vai começar a abusar das "liberdades" que tem, praticando uma ou mais coisas que listarei a seguir:

1 - Desleixo com horário

O sócio babaca vai achar que qualquer coisa relativa a vida pessoal é motivo justo para não dar as caras na empresa.

_ Amor, são 11 horas, não vai trabalhar hoje?
_ Relaxa e engole a bisnaguinha, querida, eu que controlo meus horários.
2 - Desleixo com produtividade

De igual maneira, o sócio babaca tende a se tornar menos produtivo, na medida em que a ausência de superior hierárquico faz com que ele reduza o ritmo do próprio trabalho no limite do que ele julga que os demais sócios vão tolerar.

"Trabalhando pesado hoje".
3 - Desleixo com questões administrativas

O mais perigoso de tudo é o desleixo do sócio babaca com as questões administrativas, permitindo com que a empresa faça coisas perigosíssimas e extremamente comuns no micro-empreendedorismo brasileiro, tais quais:

1 - Suruba contábil com confusão entre patrimônio da empresa e patrimônio dos sócios.
2 - Sonegação de imposto, usando o dinheiro do tributo para financiar a atividade ou até mesmo para distribuir a título de lucro.
3 - Avaliar o desempenho da empresa com base no dinheiro que está na conta bancária, como se todo um universo de direitos e obrigações pudesse ser simplificado dessa forma.
4 - Achar que contabilidade é um fardo, e não uma forma de controle, e por esse motivo contratar o contador mais barato que encontrar, sujeitando-se a um serviço mal feito, o que pode gerar consequências perante o fisco.

"Provisiono R$ 5 mil para pagar o ISS ou distribuo esse dinheiro e viajo pra Búzios?"
4 - Não saber lidar com conflitos

Sócios divergem regularmente.

Isso não é necessariamente ruim, eu particularmente me sinto mais seguro ao saber que tudo que eu faço passa por uma espécie de corredor-polonês intelectual feito pelos meus colegas - prefiro que algum erro meu seja corrigido dentro da empresa do que repassado para algum cliente.

O sócio babaca lida com o embate de ideias de uma maneira infanto-juvenil, guardando rancor quando é voto vencido ou ficando com orgulho ferido quando alguém demonstra que ele está errado.

"Tô chateado, discordaram de mim".
Se você tem uma empresa e detectar um dos sintomas acima em algum sócio, melhor ligar o sinal amarelo e ficar alerta.

Esses comportamentos parecem toleráveis a princípio, mas pode ter certeza que eles vão corroendo a boa convivência até se tornarem insuportáveis, então minha dica é: não tolere, converse com a pessoa o quanto antes ou pule fora antes que você entre numa piscina de prejuízos e ressentimentos.

Minha empresa presta assessoria para outras pessoas jurídicas, inclusive em matéria de dissolução de sociedades, então tenho um repertório amplo de histórias envolvendo tretas bizarras entre sócios para compartilhar com vocês em algum post futuro.

Por hoje é só. Abraço! 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Experiências esdrúxulas com caridade

A propósito do assunto iniciado pelo amigo Corey, gostaria de compartilhar com vocês algumas experiências esdrúxulas que tive com caridade.

Corey em uma de suas lojas. Visite seu blog clicando aqui.
Inicialmente gostaria de dizer que a ideia de ajudar em dinheiro não me agrada. O motivo é simples: não tenho carro, não tenho teto, e se ficar comigo é porque gosta, não tenho imóvel, não tenho previdência privada, não contribuo pro INSS, não tenho absolutamente nada conquistado que possa me garantir um futuro tranquilo.

Como vou dar dinheiro para os outros quando eu sinto que tranquilidade financeira ainda não é uma realidade para mim? Como vou pegar o dinheiro do meu trabalho e dar para os outros sem nem saber se em 20 anos estarei bem de vida ou vivendo de favor?

Se um dia eu sentir que meu futuro está garantido posso começar a contribuir em dinheiro, mas no momento preciso pensar em mim antes de pensar no próximo.

Por ora, doo sangue 3 vezes ao ano, estou cadastrado como doador de medula óssea, doo grãos de arroz para esfomeados por meio desse programa sensacional da ONU e visito asilos com pouca regularidade, mas visito. Existem várias formas de contribuir para um mundo melhor sem tirar dinheiro do bolso, vá ler o post do Corey pois ele tratou bem desse assunto.

Em hipótese alguma eu daria dinheiro para gente aleatória na rua, pois seu dinheiro pode acabar sustentando vícios, bancando pilantras e fazendo com que pessoas prefiram ficar na rua do que procurar abrigos públicos (por incrível que pareça, tem muita gente na rua porque quer estar lá). 

Bom, o assunto agora é pilantragem. Vou contar uns casos que quase me convenceram a ajudar, mas felizmente não ajudei. Vamos lá:

1) A mãe de família

Certa noite fui a um supermercado e na frente dele fui abordado por uma mulher que pedia leite ninho ou neston para os filhos. Ela começou a chorar enquanto me pedia e eu fui checar o preço desses produtos para ver se poderia ajudá-la.

Assim que vi que uma lata de ninho ou neston custa mais de R$ 10, minha boa-vontade cristã desapareceu e desisti de ajudar rs.

R$ 12 a lata? Porra, Nestlé. 
Uns meses depois disso, recebi o jornal da associação de moradores do meu bairro e vi que essa mulher e o marido dela foram presos. O esquema era o seguinte: ela ficava mendigando leite ninho e neston na frente dos supermercados, enquanto o marido - um técnico em enfermagem - vendia as latas para familiares de pacientes dentro do hospital infantil no centro da cidade.

2) O soropositivo

Um cara me abordou num ponto de ônibus alegando ser homossexual, soropositivo e com hepatite. Vinha do interior pois foi abandonado pela família e precisava de dinheiro para se tratar. 

"Caralho, quanta desgraça", foi o que pensei na hora. 
Ele tirou um calhamaço de papel velho do bolso e disse "se quiser pode conferir, são laudos médicos mostrando que tudo que eu te disse é verdade". 

"Quero conferir sim, desembola essa papelada aí para eu dar uma olhada", respondi.

Nessa hora ele olhou pra mim com cara de susto e disse "deixa pra lá, tô com um pouco de pressa", e foi embora.

Devia ser receita de pudim anotado no papel. Filho da puta.

3) O bibliotecário

Em 2008 minha mãe formou em pedagogia e, não sei por qual motivo, todos os livros que ela comprou durante o curso estavam no meu apartamento. 

Como os 18 livros em questão não tinham utilidade alguma para mim, resolvi doá-los à biblioteca central da universidade onde eu estava fazendo minha graduação.

Em vez de simplesmente receber os livros e me agradecer, o servidor da biblioteca me entregou 18 formulários, falando que eu deveria preencher cada um deles colocando o nome do autor, título do livro, número da edição, local onde o livro foi fabricado, nome da editora, ano da publicação, número do ISBN, número de páginas, formato, tipo de capa e palavras chaves sobre o tema do livro.

É típico de funça mesmo: eu só queria doar os livros e ir embora, mas o corno queria que eu sentasse ali e passasse a tarde toda fazendo o trabalho dele. 

Desisti de doá-los à universidade, peguei os livros e vendi num sebo que tinha ali perto (não lembro quanto embolsei).

Depois disso, formalizei uma reclamação na ouvidoria da universidade e, um tempo depois, descobri que por conta da minha reclamação o servidor foi punido com a pesadíssima pena de... advertência (uau).

A provável reação do servidor quando viu que foi penalizado com "advertência"

4) A menina com leucemia

Na universidade eu puxei algumas matérias do curso de história pois gostava muito do assunto, mesmo não tendo relação alguma com minha graduação.

Na aula de história do Brasil colonial havia uma garota diagnosticada com leucemia.

Ela tinha cabelo curtíssimo, usava uma toca na cabeça e com alguma frequência passava mal no meio da aula, causando uma comoção generalizada.

Como era de se esperar, a menina contava com a solidariedade generalizada do departamento, recebendo carona toda noite dos estudantes, com professores fazendo vaquinha para dar um apoio financeiro para ela que tinha origem humilde, enfim, todo o apoio necessário para transformar aquele momento que ela estava vivendo em algo menos tortuoso. 

Eis que, passado não lembro quanto tempo, uma prima da menina com leucemia apareceu no prédio dizendo que ela não tinha leucemia coisa nenhuma, que estava fingindo, que a vida toda ela sempre fingiu doença para chamar a atenção da família.

Fingindo leucemia. Tem filho da puta para todo nesse mundo. 
Os professores que deram ajuda financeira registraram ocorrência, a menina parou de ir à universidade e ficou por isso mesmo.

Depois disso parei de frequentar as aulas daquele curso, mas sei que uns meses depois ela voltou a ir para a aula, sofria um bullying violento enquanto fingia que nada tinha acontecido. 

Em 2014 eu vi essa menina grávida na rua. Não sei se fico com mais pena do cara que a engravidou ou da criança que nessa altura do campeonato já nasceu e em breve descobrirá a mãe que tem.

Escrevi este post não como forma de desestimular as pessoas a fazer caridade, muito pelo contrário, milhares de pessoas de bem precisam ser ajudadas. Escrevi só a título de descontração mesmo, e para nós prestarmos mais atenção em quem pretendemos ajudar.

Abraço!

sábado, 2 de janeiro de 2016

Desempenho dezembro/2015

No fechamento de novembro/15 reclamei que um dos clientes mensalistas da minha empresa - um playboy desleixado que não faz nada na vida além de brincar de empresário enquanto torra a grana que herdou do pai -, estava há 4 meses inadimplente conosco, o que estava avacalhando meus aportes e deixando meu patrimônio pessoal empacado na casa dos R$ 60 mil já há alguns meses.

Para a felicidade geral da nação, em dezembro o playboy botou as contas em dia, o que garantiu um natal relativamente feliz para os meus sócios e eu. 

Esse foi meu desempenho no último mês de 2015:


O aporte foi comprometido negativamente pelo fato de que paguei R$ 4 mil para amortizar o meu saldo devedor mencionado nesse post. Agora faltam R$ 7 mil para quitar esse troço.

A viagem que fiz para visitar minha mãe e passar natal e ano novo com ela também doeu um pouco no bolso. 

Tive custos com passagem aérea e, a fim de evitar que ela morra precocemente, paguei instalação de grade de ferro na porta do apartamento dela, olho mágico na porta, rede de proteção na varanda, tapetes antiderrapantes no banheiro, enfim, algumas medidas de segurança que julguei apropriadas para uma pessoa que mora sozinha e caminha rumo à terceira idade.

Mesmo com as despesas acima mencionadas, estou satisfeito com o desempenho em dezembro, que me permitiu encerrar 2015 ultrapassando a barreira dos R$ 60 mil em que eu me encontrava desde agosto.

Estive ausente do blog por aproximadamente 2 semanas por conta da viagem que fiz. Aos poucos vou tomando ciência do que foi comentado aqui no blog e postado nos outros blogs também.

Muita prosperidade a todos vocês. Eu particularmente estou mais ou menos otimista, pois alguns serviços que consumiram bastante tempo em 2015 provavelmente renderão bons frutos em 2016. Que comecem os trabalhos!
 
Façamos uma mandinga coletiva contra a MP que quer fazer o investidor pagar a conta do desgoverno