quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O estranho conceito de zerar a vida

Mês passado um brasileiro de 18 anos que está fazendo intercâmbio na Austrália foi a primeira pessoa no mundo a comprar o recém-lançado Iphone 6S Plus.

Para conseguir esse feito, nosso jovem compatriota acampou durante cinco dias na frente da loja da Apple em Sidney. Assim que a loja abriu, ele entrou lá desesperadamente para pagar o equivalente a R$ 4,2 mil pelo novo telefone.

Durante seus quinze minutos segundos de fama, o sujeito declarou que por conta de tal proeza ele tinha "zerado a vida". Quem quiser saber mais sobre esse relevantíssimo acontecimento pode clicar aqui ou aqui.

O cara que "zerou a vida
"É só um menino de 18 anos queimando o dinheiro do pai", você pode estar pensando.

Concordo com esse pensamento, mas o fato é que esse fetiche que tanta gente tem pela Apple é um fenômeno mundial e que independe de idade.

Mas enfim, o post de hoje não será sobre o moleque da foto acima, nem sobre a Apple em específico, mas sim sobre a ideia de consumo como um todo, e sobre como grande parte das pessoas não se dá ao trabalho de refletir sobre questão tão importante.

Podemos começar nossa reflexão sobre o consumo? Podemos, mas não sem antes sentir mais uma dose de vergonha alheia proporcionada por outro Apple-maníaco:

AI MEU DEUS, COMO É BOM GASTAR DINHEIRO
Há uns 90 anos atrás, na aurora de nossa sociedade de consumo, as maiores fabricantes de lâmpadas do mundo (dentre elas General Electric e Philips) firmaram um contrato em que definiram que as lâmpadas não deveriam durar mais de 1.000 horas.

Considerando que naquela época já era perfeitamente possível fabricar lâmpadas que duravam mais de 2.500 horas, fica fácil deduzir que o acordo em questão tinha o intuito de fazer as pessoas comprarem mais lâmpadas.

Esse é tido como o primeiro caso documentalmente provado de obsolescência programada, em que o fabricante intencionalmente cria um produto programado para pifar ou se tornar menos funcional depois de determinado período de tempo.

Hoje em dia a obsolescência programada não é novidade para ninguém, estando mais presente do que nunca em itens tecnológicos (aquele seu notebook que começou a superaquecer, seu tablet cuja bateria foi pro brejo, seu celular que não suporta mais o sistema operacional do momento).

Embora a obsolescência programada ainda esteja presente nos dias de hoje, o fato é que de 90 anos pra cá surgiram estratégias mais sofisticadas para fazer o povo consumir como se não houvesse amanhã.

Descobriram, por exemplo, que era possível aplicar a psicanálise à publicidade, estimulando nas pessoas desejos e sentimento de recompensa, bem como plantando conceitos no inconsciente coletivo.

O pioneiro da psicanálise aplicada à publicidade foi um cara chamado Edward Bernays, sobrinho de Freud, que fez fortuna ao enfiar na mente dos homens de sua época que cigarro era símbolo de virilidade, ao mesmo tempo em que popularizava o fumo entre as mulheres como um sinônimo de independência feminina (dois conceitos completamente diferentes, mas isso pouco importa para quem estiver vendendo o produto).

Propaganda de 1949: pode fumar, amigão, seu dentista recomenda.
Mas vamos deixar o fumo de lado, pois a maioria das pessoas que está lendo este post não vivenciou os tempos áureos do cigarro (também não vivenciei), para tratar de um exemplo mais atual: carro.

Conseguiram, ao menos aqui no Brasil, convencer praticamente todo mundo que carro é sinônimo de sucesso, de poder econômico, que não dá pra viver sem carro, que quem não tem carro é pobre, que "brasileiro é apaixonado por carro", enfim, um monte de coisas que se tornaram dogmas incontestáveis no inconsciente coletivo nacional.

Eu sei bem que todo mundo tem 300 argumentos na ponta da língua para justificar a necessidade do carro, o que estou criticando acima é o pensamento "ou você tem carro ou você é um fudido", como se não existisse a opção de viver bem sem carro (existe essa opção, acredite se quiser).

Como carro é um tema que faria este post 10 quilômetros mais longo, vou passar para outros exemplos da atualidade: os dois mongóis nas fotos do início deste post, fazendo cara de "melhor dia da minha vida!!" pois compraram um celular que sairá de linha em seis meses, ou o cara que paga R$ 400 numa camisa da Dudalina "por causa do status, né brother?".

Se você torra seu suado dinheiro unicamente por causa do status ou por impulso, meus parabéns, você pensa da forma que querem que você pense e é a ovelha que querem que você seja, algo não muito diferente de quem passa na frente da vitrine da sapataria, não se contêm e sai de lá carregado de sacolas.

"Se entendermos o mecanismo e as motivações do pensamento coletivo, será possível controlar as massas de acordo com nossa vontade sem que elas saibam" - Edward Bernays (tradução livre)
Já entenderam o mecanismo em questão há muito tempo e a frase acima citada vem sendo posta em prática há várias décadas, de modo que hoje em dia nos identificamos com o conceito dominante de "necessidade" sem ao menos perceber. Que conceito dominante é esse? É a "criação organizada da insatisfação" descrita por Charles Kettering em 1929: é preciso plantar a insatisfação na mente das pessoas, pois se todos estivessem satisfeitos, ninguém compraria nada novo.

Sem percebermos, somos constantemente estimulados, voluntariamente por publicitários e involuntariamente pelas massas, a sentir insatisfação pelo que temos e querer trocar o antigo pelo novo. 

Você certamente faz um bem danado para a economia quando consome impensadamente, mas você também pode fazer um bem para economia (e para você mesmo) ao, em vez de consumir, aplicar seu dinheiro em renda fixa, FIIs, ações e dezenas de outras opções.

O fato é que, ao menos durante essa fase de acúmulo de capital em que o pessoal da blogosfera de finanças se encontra, quanto menos manipulável você for, maior sua chance de escapar da corrida dos ratos.

A questão é: o que fazer?

Usar o cérebro é uma opção

Como o problema não é o consumo em si, mas sim o consumo não precedido de reflexão, sugiro o seguinte: 

1ª dica: respeite o "gap" entre a vontade de comprar e a compra

A exemplo do sistema de "1 click to buy" iniciado pela Amazon e presente em grande parte dos sites, uma técnica de venda comum é diminuir o lapso temporal entre a vontade de comprar e a compra propriamente dita, por um motivo muito simples: quanto menos você pensar depois que bate aquela vontade de comprar, mais suscetível você está a acabar comprando. A primeira dica, portanto, é PENSE. Exclua o "gostei-comprei" da sua vida e tenha um momento de reflexão toda vez que você sentir vontade de comprar alguma coisa.

2ª dica: faça uma avaliação sincera sobre a necessidade da compra

"Eu vou usar esse troço regularmente?", "qual a chance dessa compra acabar abandonada num canto da casa?", "eu tenho uma necessidade genuína de comprar esse negócio ou é só para pagar de fodão perante terceiros?", "eu terei gastos adicionais com essa compra?", "eu sou tão impulsivo quanto um consumista dentro de uma loja de sapatos?", dentre outras perguntas.

3ª dica: troque o prazer em consumir pelo prazer em ver seu patrimônio crescer

Em vez de sentir prazer em ver seu dinheiro virando um monte de tralhas, que tal sentir prazer em ver o dinheiro virando mais dinheiro? Se a mágica dos juros compostos não te convence, eu sinceramente não sei  o que mais te convenceria.

Conclusão:

Sua busca pela independência financeira definitivamente será mais difícil se você não se desapegar do consumismo desenfreado praticado pelo brasileiro-médio. 

Esse desapego não é uma questão de sofrer por querer um Iphone 6S Plus e não tê-lo, mas sim desenvolver dentro de si mesmo um sentimento legítimo de que você não precisa de quinquilharias para se sentir bem.

Desenvolver esse sentimento te ajuda inclusive a alcançar a IF mais cedo, pois quanto mais lixo você quiser, mais capital terá que acumular para viver de renda passiva.

Desapega, meu amigo, e acumula capital enquanto seus pares estão lá tentando mostrar um pro outro como eles são a personificação do sucesso financeiro. 

Quando você parar de trabalhar para viver de renda passiva, a turma da ostentação vai perceber na hora que você zerou a vida e que está tarde demais para eles alcançarem o que você alcançou.

Cortei metade deste post fora para diminuir o tamanho (e mesmo assim ficou grande), então peço desculpas se algumas coisas que escrevi ficaram estranhas ou fora de contexto.

Aquele abraço!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Salvadores da pátria também mamam

Enquanto os poderes Executivo e Legislativo se afundam em suas merecidíssimas más reputações, muita gente deposita as esperanças do futuro do Brasil no Poder Judiciário, que ocasionalmente é personificado em algum juiz salvador da pátria, título que durante um tempo pertenceu ao Joaquim Barbosa e agora pertence ao Sérgio Moro (queridinho da mídia e das redes sociais).

Você certamente já ouviu falar da expressão "come-quieto", comumente atribuída à pessoa que está em alguma situação de vantagem e mantêm discrição quanto a isso, tipo seu amigo que encoxou a gostosinha da sala e não comentou com ninguém.

Pois bem, na nossa República, o Poder Judiciário é o come-quieto dos três poderes: enquanto o Executivo e o Legislativo ficam se digladiando na lama, o Judiciário mantém distância, deita e rola em privilégios bizarros, capazes de dar inveja aos mais proeminentes saqueadores dos cofres públicos.

Vejamos, pois, a mamata característica do cargo de juiz:

1) Carga horária que em regra é de 30h semanais (sem ninguém controlando seu horário de entrada/saída).
2) Nenhum controle sério sobre a sua produtividade, nem mesmo por parte do CNJ.
3) Remuneração de R$ 15-20 mil líquidos.
4) Auxílio-alimentação superior a R$ 1,2 mil, mesmo só trabalhando meio período.
5) Auxílio-moradia de R$ 4,3 mil, para todo e qualquer juiz, mesmo os que moram na própria comarca em que atuam.
6) Dois meses de férias por ano, isso sem contar o recesso do Poder Judiciário, que costuma ser de 15 dias, ou seja, você não trabalha dois meses e meio por ano.
7) Se você é juiz vinculado ao Tribunal de Justiça do RJ, que é o mais criativo dos tribunais estaduais, terá auxílio-creche se seu filho estiver na creche, auxílio-educação se seu filho estiver estudando, auxílio-oxigênio se seu filho respirar, e por aí vai.
8) 13º salário em todos os Tribunais, 14º salário disfarçado de abono-férias em alguns tribunais.
9) Ops, foi pego fazendo coisa errada? Não se preocupe, o Corregedor-Geral de Justiça vai te dar um beijo molhado na testa e uma pena de "advertência" para ninguém dizer que seu "equívoco" passou impune. 
10) Associações e órgãos de classe poderosos garantindo esses e outros privilégios com a retórica de que se tratam de "prerrogativas adequadas à relevância da função". 

Uma parte relevante do orçamento do judiciário é usado para arcar com os mimos das Excelências. Para vocês terem uma noção, 30% do orçamento da Justiça estadual aqui onde moro são voltados exclusivamente para remunerar direta ou indiretamente os juízes. Dinheiro que poderia ser usado para oferecer um serviço público menos horroroso, mas é aplicado em coisas como o auxílio-moradia das Excelências que, tadinhas, precisam desses R$ 4,3k para terem moradia digna, pois seus subsídios de R$ 20 mil líquidos certamente não são o suficiente para isso.

Chamei o Judiciário de come-quieto pois, como vocês podem ver, ele promove uma verdadeira farra com o dinheiro público, uma farra que costuma ficar longe dos holofotes por ser travestida de legalidade, e também porque criticar juiz não é algo que convém aos meios de comunicação.

Para quem quiser ter uma dimensão maior de como o Judiciário limpa a bunda com o seu dinheiro tanto quanto fazem os demais poderes, recomendo fortemente essa matéria da Revista Época publicada há alguns meses atrás (rara ocasião em que um meio de comunicação compilou a mamata judiciária).

Desembargadores discutindo novos auxílios para a magistratura: auxílio-pinto pro juiz que tiver pinto, auxílio-pepeca para a juíza que tiver xavasca e auxílio-ração pedigree premium gourmet pro magistrado que tiver cachorro.
Só uma parêntese: grande parte das críticas aqui atribuídas ao Poder Judiciário também se aplicam ao Ministério Público, que goza de privilégios iguais ou semelhantes por uma questão de simetria constitucional,  e às vezes cometem os mesmos absurdos que deveriam combater, tipo a portaria da Procuradoria-Geral da República dizendo que procurador em voo internacional pode usar classe executiva.

Assim como várias pessoas que estão lendo esse texto, tenho muito ceticismo em relação ao futuro do Brasil. Meu ceticismo, no entanto, não é por conta da conduta dos eleitos, mas sim porque as instituições que têm a relevantíssima função de processar e julgar os eleitos também chutaram o pau da barraca e tem como prioridade maior enriquecer sua cúpula, e isso é o último grau de degeneração de um Estado que se diz democrático.

Certamente torço para que o juiz da lava-jato desempenhe suas funções com o máximo de eficiência e imparcialidade possível, pois quero ver todo mundo que efetivamente cometeu crime no xilindró, mas ao mesmo tempo não me esqueço que o juiz em questão, assim como a grande maioria dos magistrados, também não abre mão de sua parcela na festa do cachorro louco que promovem com o dinheiro de reles mortais como você e eu.
 
R$ 4,3 mil só de auxílio-moradia também é roubo de dinheiro público. Dois meses e meio de férias/recesso também é corrupção.
A salvação não virá do Sérgio Moro, a salvação não virá do Judiciário: como sempre foi desde que os portugueses botaram os pés aqui, nenhum dos poderes constituídos leva a sério a distinção entre público e privado, nem têm muita paciência para diferenciar o lícito do ilícito quando o assunto é dinheiro.

Como se isso já não fosse grave o suficiente, cresce nas universidades uma cultura que parece botar o concurso público no topo das aspirações profissionais dos jovens, e um exército de milhões de estudantes sonham com o dia em que também poderão gozar dos mesmos privilégios antirepublicanos, que numa hermenêutica de quinta categoria chamarão de "prerrogativas previstas em lei".

Abraço!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Desempenho setembro/2015

Olá jovens, tudo bem? Vamos ao que interessa:


No post anterior anunciei que terei que reduzir meus aportes mensais com o intuito de pagar uma despesa de R$ 15 mil relativa à integralização de capital da minha empresa. Isso comprometeu fortemente meu desempenho em setembro e continuará comprometendo nos próximos meses até eu finalmente quitar os R$ 15 mil em questão. Para mais detalhes sobre essa situação, leia o post anterior.

1. Alocação do patrimônio:

R$ 22.389,89 em CDB pré 15,4% venc 16/08/2016
R$ 12.481,08 em NTN-B-P IPCA+6,32% venc. 15/05/2019
R$ 7.147,66 em LFT venc. 01/03/2021
R$ 3.590,25 em LTN 13,42% venc. 01/01/2018
R$ 3.885,35 em KNRI11
R$ 3.733,20 em RNGO11
R$ 3.854,80 em AGCX11
R$ 3.679,54 em BBPO11
R$ 2.071,61 em caderneta de poupança
R$ 135,92 largados na conta da corretora
Total: R$ 62.969,30

Pessoal, pretendo aprimorar estes posts mensais mostrando a rentabilidade das minhas aplicações em renda variável, separando aporte de provento e tudo mais... só não fiz ainda por preguiça falta de tempo.

2. Novidade na carteira:

38x BBPO11 comprados a R$ 97,10/cota, totalizando R$ 3.689,80.

3. Rentabilidade dos FIIs:

KNRI11
Qtde: 35
Preço médio: 116,79
Fechamento: 111,01
Valorização atual: -4,95%
Total: R$ 3.885,35

AGCX11
Qtde: 4
Preço médio: 963,00
Fechamento: 963,70
Valorização atual: 0,07%
Total: 3.854,80

RGNO11
Qtde: 51
Preço médio: 78,30
Fechamento: 73,20
Valorização atual: -6,51%
Total: R$ 3.733,20

BBPO11
Qtde: 38
Preço médio: 97,10
Fechamento: 96.83
Valorização atual: -0.28%
Total: R$ 3.679,54

4 . Despesas extraordinárias (que fuderam o aporte)

- R$ 4.000,00 para amortizar o saldo-devedor de R$ 15.000,00 já mencionado neste post e no post anterior. Agora só falta pagar R$ 11 mil, rs.
- R$ 300,00 pois trouxe minha mãe para cá durante o mês de setembro e reservei esse dinheiro para levá-la para comer em lugares legais e outras firulas.
- R$ 189,00 para conserto no computador de casa (placa de vídeo queimou e tive que comprar outra).

5 . Empresa

Secretária nova dando conta do recado. Nada a reclamar em relação a ela até o presente momento, mas é muito cedo para tirar maiores conclusões.

No mais, eu realmente não faço a menor ideia de como serão as divisões de lucro de outubro até dezembro, pois os meses que estão por vir são historicamente fracos em termos de desempenho.

A empresa está saudável, com clientes fixos cobrindo as despesas mensais e dinheiro reservado capaz de mantê-la viva por um trimestre em um eventual cenário apocalíptico... a minha única incerteza é quanto à distribuição de lucros mesmo, que é o que garante a marmita do Madruga.

6. Vida pessoal

Nada muito relevante no campo pessoal, tirando a sensação de que a vida está passando na velocidade da luz enquanto o patrimônio cresce na velocidade de uma tartaruga embriagada.

Ah, sim, lembrei de um ponto positivo: completei um mês levando marmita pro trabalho e tive R$ 0 de gasto com restaurante, o que aumentou a qualidade da minha alimentação e diminuiu consideravelmente os custos.

Não pratiquei nenhuma atividade física, exceto a caminhada diária de ida e volta do trabalho, que é saudável mas nem de longe é um exercício físico relevante.

O único livro lido em setembro não tem nada a ver com investimentos: The Martian do autor Andy Weir. Conta a história de uma expedição em Marte em que acontece um acidente e um dos astronautas é deixado para trás pois é dado como morto, aí tem que se virar para sobreviver sozinho na casa do caralho e em um ambiente inóspito. Achei o livro bem divertido e recomendo! Às vezes o livro fica científico e detalhista demais pro meu gosto, mas isso em nenhum momento diminuiu a vontade de seguir lendo para saber como terminaria a história.

Um filme baseado no livro e dirigido pelo Riddley Scott acabou de ser lançado e está no cinema neste instante, mas acho que vou esperar sair um torrent decente para assistir. Quem quiser pode ver o trailer a seguir (OBS: não veja o trailer se pretende ler o livro):


7. Considerações finais

Comecei o ano com expectativas de terminar 2015 com R$ 100 mil, depois tive que abaixar minhas expectativas para R$ 80 mil, e agora pelo visto se eu conseguir chegar em 31 de dezembro com R$ 70 mil já será uma grande proeza.

Desejo um bom outubro para todos!