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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A revolta do empreiteiro tartaruga

No post passado contei para vocês que contratei um empreiteiro para fazer umas reformas no meu recém-adquirido apartamento.

O empreiteiro disse, com aquela convicção de quem tem tudo sob controle, que terminaria a obra que eu solicitei até o dia 28/10.

Já que ele estava tão seguro assim que concluiria a obra até tal data, perguntei se eu poderia inserir no contrato uma cláusula dispondo que a remuneração dele seria deduzida em R$ 50,00 por dia útil de atraso.

O empreiteiro não se opôs a tal cláusula, muito pelo contrário, reforçou que terminaria a obra "até o dia 28/10 com folga, talvez antes". 

Contrato assinado com o empreiteiro.
Todos os dias após sair do trabalho, passei a visitar diariamente o meu recém-adquirido apartamento para acompanhar o progresso da obra.

De imediato fiquei com a sensação de que a reforma progredia a passos lentos, mas optei por ficar calado quanto a isso, primeiro porque não entendo nada de obras, segundo porque eu não poderia exigir rapidez/agilidade do empreiteiro se ele ainda estava dentro do prazo estipulado em contrato.

O dia 28/10 foi se aproximando e uma certeza foi se tornando cada vez mais clara em minha mente: esse filho da puta nobre cavalheiro não iria concluir a obra no prazo contratado.

Dito e feito: o fatídico dia 28/10 chegou e, diante dos meus olhos eu via uma obra que não me parecia nem 50% concluída.

Meu olhar de reprovação ao encontrar o empreiteiro no dia 28/10
O empreiteiro pediu desculpa pelo atraso, disse que teve um problema com a lixadeira e teve que lixar tudo manualmente, que teve um problema com serradeira e por isso ainda não pôde instalar o piso laminado, teve problema com a filha que adoeceu e teve que ser hospitalizada e por aí vai.

Expliquei ao empreiteiro que esse atraso me colocava em uma situação bastante delicada, pois meu contrato de locação estava prestes a vencer, e se ele não concluísse a obra logo eu só teria duas opções: (1) levar todos os meus pertences para debaixo da ponte e viver lá até o cara terminar a reforma ou (2) levar todos os meus pertences para o meu apartamento e ficar lá, no meio da obra.

Seu Madruga cogitando viver embaixo da ponte pois o empreiteiro não concluiu a obra.
Meu drama pessoal pareceu não comover o empreiteiro, que continuou progredindo na velocidade de um caracol embriagado, e acabei tendo que realizar a mudança para o meu apartamento no meio da obra mesmo.

Deixei todos os meus eletrodomésticos desligados e cobertos por lençóis para proteger da excessiva poeira, e mantive todas as minhas roupas encaixotadas pelo mesmo motivo. 

Passei a viver num canteiro de obras empoeirado e com cheiro forte de tinta, sem poder fazer coisas básicas como preparar uma comida ou lavar roupas, pois estava tudo desligado e coberto por panos.

A frustração de comprar seu primeiro imóvel e ter que mudar pra dentro dele nessas condições (imagem meramente ilustrativa retirada do Google Imagens).
Foi uma situação bastante desagradável, mas que resolvi tolerar pois o cara fazia um trabalho caprichado, e como muito bem disse um comentarista no post passado, é melhor um empreiteiro lerdo caprichado do que um rápido que só faz merda.

O fato é que o empreiteiro, que certo dia disse com toda a certeza do mundo que terminaria a obra em 28/10, só concluiu o serviço hoje, em 16/11.

Mas enfim, com a obra finalmente concluída, era hora de acertar as contas com o empreiteiro tartaruga, deduzindo a remuneração dele em R$ 50,00 por dia útil de atraso.

Fiz ele assinar um termo em que informa que concluiu a obra e me entregou as chaves em 16/11, e tirei meu celular do bolso para calcular o valor que seria deduzido.

Tirando fins de semana, finados e proclamação da república, foram 11 dias úteis de atraso, ou seja, haveria uma dedução de R$ 550,00 na remuneração do infeliz.

Informei pra ele que eu deduziria R$ 550,00 conforme previsão contratual, momento em que ele olhou pra mim mais ou menos com essa cara:

A incredulidade do empreiteiro tartaruga
"Calma aí. Calma aí. É sério que você vai fazer isso comigo? Eu trabalhei, bicho, eu deixei de pegar outros serviços pra concluir o teu", disse o empreiteiro tartaruga, visivelmente alterado.

Limitei-me a dizer que essa dedução estava prevista no contrato como forma de amenizar eventuais transtornos em caso de atraso, e que os transtornos não foram poucos.

"Eu não tô acreditando nisso, bicho, eu não tô acreditando que eu vou ter que procurar um advogado pra dar uma olhada nesse contrato pra mim, porque isso não é justo", ameaçou a tartaruga, mais alterada do que antes.

Respondi que se está no contrato então é justo, a não ser que alguém tenha apontado uma arma na cabeça dele obrigando-o a assinar, e que procurando um advogado ele só iria perder mais dinheiro. 

Enquanto o empreiteiro tartaruga reclamava, transferi pelo celular a remuneração com as deduções para a conta que ele informou no contrato, enviei o comprovante de transferência para o WhatsApp dele, agradeci pelo serviço e falei que ele poderia ir embora.

"Eu vou, bicho, eu vou, mas olha só, eu nunca mais faço serviço pra você, você vacilou comigo", disse a tartaruga antes de recolher algumas ferramentas e se retirar do meu cafofo. 

Tartaruga humana indo embora para nunca mais voltar
Foram quase 20 dias (não úteis) de atraso e durante todo esse período tratei o empreiteiro com paciência e respeito. Acho que ele erroneamente interpretou essa minha tolerância como um indicativo de que eu iria abrir mão da penalidade por dia útil de atraso.

Não sei se o cara será burro ao ponto de procurar um advogado para brigar por quinhentos temers, nem se ele tem consciência de que com certeza ele perderia essa briga.

Então é isso, confrades, esse é mais um post para reforçar a importância dos contratos, que serve para trazer previsibilidade na relação entre os contratantes.

Muitas vezes a gente fica tentado a abrir mão de contrato quando o prestador de serviço nos transmite muita confiança, ou quando a gente acha que o serviço é coisa simples demais para se preocupar em botar no papel. A dica é: contrato sempre! O contrato é seu amigo!

Aquele abraço!

Dica final: Coloque sempre duas testemunhas para assinar o contrato. Isso vai facilitar bastante a sua vida caso você precise entrar na justiça depois.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Desempenho outubro/2016 (-91,45%)

Olá, confrades! Desculpem pelo atraso no post de desempenho.

Em outubro consegui cumprir minha promessa de fazer um post por semana, mas novembro está sendo um mês tão horroroso que dificilmente conseguirei repetir tal façanha.

Contratei um empreiteiro para fazer algumas reformas no meu recém-adquirido apartamento.

O cara disse que conseguiria terminar as obras em 28/10, talvez até antes disso.
Estamos em 08/11 e o filho da puta empreiteiro ainda não terminou a reforma!

Ele faz um trabalho caprichado, porém é extremamente lerdo, e a consequência disso é que eu estou literalmente morando num canteiro de obras.

Todos os meus pertences estão em malas, os eletrodomésticos desligados e cobertos com lençóis para não pegar a poeira da obra, enfim, é uma situação bastante desagradável.

Imagem meramente ilustrativa tirada do Google Imagens, mas que representa bem o local que estou morando atualmente.
A vontade é de jogar o empreiteiro janela abaixo por conta dos prazos não cumpridos, não aguento mais olhar pra cara dele, mas tenho sido extremamente tolerante com ele por três motivos:

1) O cara faz um trabalho bem caprichado, apesar de ser lerdo.
2) Acho contraprodutivo dispensá-lo e contratar outra pessoa que aceite tocar uma obra que já está em andamento.
3) O contrato que fiz com ele prevê um abatimento de R$ 50 por dia útil de atraso após o dia 28/10, ou seja, a lerdeza dele já me gerou um desconto de R$ 250,00.

Apesar dos pesares, devo dizer que a obra já está 80% concluída, então imagino que a tartaruga humana o empreiteiro termine o trabalho ainda essa semana.

Empreiteiro tartaruga. Vai na loja de material de construção comprar fita isolante e só volta 5 horas depois. Será que ele leu o contrato e sabe que está perdendo R$ 50,00 por dia útil de atraso?
Como se morar num apartamento em obra não fosse ruim o suficiente, tem também o fato de que estou sem internet, pois a provedora está enrolando para ir no meu apartamento instalar o cabeamento necessário para me conectar.

Para agravar a situação, meu notebook é de 2008 e não dá mais conta do recado. Toda vez que ligo o notebook, ele olha pra mim e diz "Seu Madruga, me mata, por favor, eu não aguento mais".

20 minutos para iniciar o Windows
Só me restam, então, duas alternativas: a primeira é escrever os posts na minha empresa, mas eu não simpatizo muito com essa ideia de misturar um passatempo com meu trabalho; e a segunda é rotear o 3G do celular para acessar internet pelo notebook, que é o que estou fazendo agora.

Existe também uma terceira alternativa: meu notebook consegue localizar uma rede de wifi sem senha chamada CIDMOREIRA666, mas o sinal é muito fraco, perco a conexão o tempo inteiro, um indício do que estou distante do roteador do Cid Moreira satanista, então o mais viável é postar pelo 3G mesmo.

Sem mais delongas, vamos ao desempenho financeiro em outubro:

Não deve ser novidade para ninguém o fato de que em outubro adquiri um imóvel, e como consequência disso a maior parte do meu dinheiro foi para as cucuias.

Terminei outubro com R$ 8.628,27. Houve uma retirada de R$ 93.750,00 para comprar o apartamento, e posteriormente um aporte de R$ 1.465,00.

O aporte foi fraco pois outubro foi um mês de gastos extraordinários: além da reforma já mencionada neste post, tive despesas com frete e pintor para desocupar o imóvel que eu alugava, além de aquisições aleatórias como adaptador de fogão, tampa de privada, varal, rede de proteção para varanda, cortina, olho mágico, um mini-curso que estou fazendo diariamente das 18:45 às 21:45,  quitei o saldo-devedor mencionado neste post, dentre outras coisas.

Madruga no mini-curso pensando na morte do empreiteiro
Em novembro também estou tendo gastos extraordinários, mas nada tão pesado quanto outubro. Acredito que em dezembro a situação estará estabilizada e deixarei o caminho livre para retomar o acúmulo patrimonial.

Aquele abraço!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Incidente diplomático pós-compra do apartamento

No post da semana passada compartilhei com vocês a minha decisão de comprar um apartamento.

A repercussão vocês podem ler nos noventa e tantos comentários daquele post: alguns acharam uma boa ideia, outros não, enfim, tudo dentro do esperado considerando que na blogosfera a discussão sobre comprar ou alugar imóvel é intensa.

Um comentarista carinhoso me chamou de "brick lover": amante de tijolos
Ser proprietário de um imóvel é uma experiência nova em minha vida e pretendo compartilhar tudo que for relevante sobre esse assunto aqui no blog.

Compartilharei no maior estilo "a vida como ela é", ou seja, se eu sentir que a compra foi uma má ideia eu escreverei sobre isso por aqui, da mesma forma que escreverei também se eu confirmar que foi um bom negócio.

Independentemente de qualquer opinião sobre a minha aquisição, uma coisa é certa: se não fosse pela disciplina que venho mantendo nos últimos dois anos, eu não teria R$ 100k ou um apartamento.

Vendo que essa disciplina traz recompensas, sigo motivado para seguir minha caminhada rumo à independência financeira, tendo como próximo objetivo obter renda passiva o suficiente para cobrir minhas despesas mensais, que já não eram grandes e diminuíram ainda mais agora que não pagarei aluguel.

Recomeçando quase do zero com a mesma empolgação
Feita essa breve introdução, vamos para o assunto do dia, em que contarei para vocês como algumas pessoas que fazem parte da minha vida reagiram quando souberam que comprei um imóvel.

Pelo título do post de hoje, vocês já podem imaginar que rolou treta. Vamos lá:

Não vejo qualquer vantagem em sair gritando aos quatro ventos que comprei um apartamento, então limitei-me a contar a novidade somente para pessoas bem próximas: pai, mãe, namorada e pouquíssimos amigos.

Meu pai se restringiu a dizer que na minha idade ele já tinha "uma casa com quatro quartos, piscina, churrasqueira, dois carros, um rotweiller e dois filhos".
Minha reação quando percebi que ele citou primeiro o cachorro, depois os filhos.
Minha mãe, que não compartilha do mesmo senso de discrição que eu, contou para todos os parentes, amigos e colegas de trabalho dela que eu comprei um apartamento à vista.

Acontece que essa mistura de orgulho de mãe e ingenuidade logo gerou o primeiro incidente diplomático na família.

Um dos irmãos dela (vulgo meu tio) me adicionou no WhatsApp, mandou mensagem perguntando se estou bem, e logo em seguida pediu R$ 3 mil emprestados, prometendo devolver essa quantia até o fim do ano.

Minha reação quando percebi que minha mãe fez o desfavor de me transformar em "o endinheirado" da família, mesmo não sendo.
Eu disse ao tio que por ter comprado um apartamento eu estava descapitalizado e não tinha como ajudar, ele insistiu dizendo que precisava do dinheiro para contratar advogado e entrar com uma ação trabalhista, e que me pagaria assim que ganhasse a ação.

Reparem a súbita mudança do discurso: primeiro ele disse que me pagaria até o final do ano, e uns minutos depois disse que me pagaria assim que ele ganhasse um processo judicial que ainda nem foi ajuizado, se é que ele vai ganhar a ação.

Respondi que, independentemente do motivo, eu ainda assim não tinha esse dinheiro, embora eu quisesse muito poder ajudar (mentira), e que estou tão sem grana que estou cogitando ir num banco pedir empréstimo (outra mentirinha de leve para cortar a encheção de saco).

Ele visualizou minha resposta e não disse mais nada.

Contei para minha mãe sobre o ocorrido e mandei ela ficar de boca fechada sobre a compra do imóvel ou qualquer coisa relacionada à minha vida, mas agora é tarde demais e a próxima oportunidade em que eu encontrar esse tio folgado será bastante constrangedora.

Meu tio me encarando no próximo encontro de família
Felizmente moro longe dos meus parentes e não encontrarei esse tio tão cedo.

Esse acontecimento só serviu para reforçar o que todos nós exceto minha mãe já sabemos muito bem: discrição é sempre o melhor caminho. Dê o menor sinal de que você tem algum dinheiro e os urubus passam a te enxergar como a carniça da vez.
 
Aquele abraço!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Adeus, cem mil reais!

No post de desempenho do mês de abril de 2016 comentei com vocês que minha empresa recebeu, a título de pagamento por um serviço prestado, um pequeno apartamento localizado em uma área bem interessante da cidade.

O apartamento é tipo esse daí, só que com uma cozinha maior e uma varanda.
Como não faz sentido algum a minha empresa ser proprietária de um imóvel residencial, optamos por vendê-lo o mais rápido possível e distribuir a grana da venda entre os sócios.

Para definir o preço da venda, fiz uma pesquisa na OLX, ZAP e sites de imobiliárias locais, e constatei que apartamentos naquele prédio são postos à venda por preços que variam entre R$ 120k e R$ 150k.

Com base nesses parâmetros, passei a anunciá-lo na OLX por R$ 125 mil. É um preço baixo considerando que o apartamento é em andar alto e sol da manhã, mas como eu disse o nosso objetivo era vendê-lo o mais rápido possível.

Desde que comecei a anunciar o apartamento da minha empresa, uma quantidade enorme de interessados entrou em contato comigo. Acho que, de maio até hoje, mostrei o imóvel para mais de 25 pessoas, e atendi mais de 60 ligações.

Essa grande quantidade de interessados só aumentou minha sensação de que R$ 125 mil era preço de banana.
Apesar de todo esse assédio, a maioria das ofertas que recebi eram inaceitáveis. 

Muita gente ofereceu carro como parte do pagamento, outros ofereceram pagamento parcelado, outros dois pediram que eu parasse de anunciar enquanto eles tentavam obter um financiamento perante o banco.

O assédio foi grande, mas a crise é grande também, e não apareceu ninguém com dinheiro o suficiente para comprar à vista o apartamento que parecia ser a pechincha do momento. 

O problema que eu estava enfrentando pode ser resumido da seguinte forma:



Foi aí que tomei uma decisão: eu mesmo vou comprar esse apartamento!

E essa não foi uma decisão tomada por impulso, acreditem.

Há mais de dois meses que venho pensando diariamente na possibilidade de comprar esse imóvel, e nesse período busquei ignorar todo e qualquer fator emocional para tomar uma decisão estritamente racional.

A conclusão a que cheguei foi pela compra, pelos seguintes fatores:

1) FATOR PREÇO

Por ser sócio da empresa eu já sou "dono" de 1/4 do apartamento. Isso significa que, para comprá-lo, só preciso pagar 3/4 do preço, ou seja, R$ 93.750,00.

Se comprar por R$ 125k já era um bom negócio, imaginem comprar por R$ 93k!

É um precinho camarada que cabe no meu bolso, além de ser uma oportunidade única de adquirir meu próprio imóvel em condições extremamente vantajosas e sem grandes preocupações com a índole do vendedor.

Meu primeiro imóvel por R$ 93 mil. Por essa eu não esperava.
Mas preço não é tudo, então outros fatores também foram objeto de bastante reflexão.

2) FATOR LOCALIZAÇÃO

O apartamento fica no mesmo bairro em que resido há 12 anos, a dois quarteirões de onde moro atualmente, então conheço a vizinhança de olhos fechados.

Além do mais, fica a 900m de distância da minha empresa, além de ser bem perto de supermercado, farmácia 24h, lojas de conveniência, padarias, academias, restaurantes, galerias comerciais, prédio onde meu pai mora, pontos de ônibus e de táxi, loja de conveniência 24h e um monte de outras coisas.

Isso significa que não haverá mudança drástica na minha rotina, e poderei continuar vivendo uma vida sem carro, o que muito me agrada.
Carro é o caralho, eu gosto é de andar. Menos quando tá chovendo. É uma merda andar na chuva.
3) FATOR SEGURANÇA

Minha namorada é engenheira civil e vistoriou o apartamento, estando o mesmo em boas condições estruturais, elétricas e hidráulicas.

Esteticamente o apartamento é bem feinho e isso demandará umas reformas, mas só de não precisar me preocupar com a estrutura eu já fico aliviado.

Além disso, pelo que pude averiguar, o condomínio está em dia com todas as obrigações trabalhistas e fiscais, o fundo de reserva está bem abastecido e a contabilidade está sob controle.

Enfim, pesquisei mais a fundo do que o típico comprador de imóvel, e assim o fiz para não ser pego de surpresa com alguma notícia desagradável, e aparentemente tudo está sob controle.

Esses dias vi uma notícia de um condomínio do Rio de Janeiro que deve R$ 2 milhões em virtude de um processo judicial. Muita gente não pesquisa a situação do condomínio antes de comprar um apartamento, mas o fato é que quando você compra um imóvel em um condomínio endividado, você tende a responder por essa dívida na proporção de sua fração ideal.

Pesquisei a fundo a situação do condomínio para ter noites de sono tranquilas
4) FATOR PAZ

Nos últimos meses visitei o imóvel nos mais variados horários, priorizando os momentos em que o trânsito está caótico, tudo isso para averiguar se o barulho do caos urbano entra no apartamento ou não.

Nesse quesito o apartamento é bastante silencioso, bem mais do que o local em que resido atualmente, o que me deixou bastante animado.

Resta saber se terei vizinhos barulhentos, mas isso só descobrirei depois que mudar pra lá.

Sei bem o que é ter um vizinho barulhento. Parece que minha vizinha atual promove um exorcismo na cozinha dela todas as manhãs. Torço para que isso não aconteça em meu novo recinto.
 5) FATOR INVESTIMENTO

Adquiri o cafofo por um preço bem abaixo do valor de mercado, o que deixa as portas abertas para vendê-lo com um lucro considerável, ainda mais se o país sair da recessão em que se encontra.
 
Além disso, é bom lembrar que não pagarei mais aluguel, e o dinheiro que antes ia para a locadora agora virará aporte.

Outro detalhe importante é que comprar esse imóvel diminuirá consideravelmente meu custo de vida mensal, e isso é algo que considero essencial para o acúmulo de patrimônio.

O sorriso de satisfação de quem não precisa mais pagar aluguel
CONCLUSÃO

Acima listei os principais fatores que me levaram a comprar o imóvel, mas sei bem que nem tudo são flores.

Por exemplo, o dinheiro que juntei se foi, cairei para último lugar ou serei excluído dos rankings de patrimônio que participo, e terei que recomeçar o acúmulo de dinheiro praticamente do zero, quando eu já tinha dinheiro o suficiente para render R$ 1.000/mês em aplicações conservadoras.

Esse recomeço pode parecer desanimador para alguns, mas devo dizer que estou bastante entusiasmado.

Entusiasmado pois encontrei-me diante de uma oportunidade única e, graças à disciplina financeira dos últimos anos eu tenho dinheiro para aproveitá-la, podendo me tornar proprietário de um imóvel quitado numa área bem legal da cidade, isso antes dos 30 anos de idade.

Sei que o debate sobre comprar ou alugar um imóvel é cheio de argumentos para os dois lados, mas no meu caso em específico comprei acreditando que essa aquisição contribuirá para a minha independência financeira.

Por hoje é só, confrades. 

Estarei bem ocupado nos próximos dias com reforma e mudança, mas tentarei cumprir minha promessa de fazer um post por semana, então segunda que vem voltarei com post novo.

Aquele abraço!
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