Saudações, confrades! A partir de hoje volto a usar a planilha do AdP:
Como vocês podem ver, o aporte em janeiro foi meio nanico. Isso ocorreu pelos seguintes motivos:
1) Prejuízo na viagem para o Uruguai/Argentina
Como já adiantei para vocês em algum post passado, a viagem em questão foi bem agradável e deu para descansar bastante.
Fui pagando por essa viagem ao longo de todo o ano de 2016, e por conta disso nenhum dos meus aportes foi seriamente comprometido por ela.
No entanto, sofri um contratempo durante a viagem que me custou aproximadamente 700 temers, ou seja, R$ 700,00 a menos no aporte de janeiro.
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| Como me sinto quando lembro do perrengue que passei. |
O que aconteceu foi o seguinte:
Faltando poucos dias para a viagem eu me dei conta que meu passaporte estava vencido.
Não entrei em pânico pois existe um acordo entre os países membros do Mercosul que permite viajar sem passaporte, apenas com cédula de identidade.
Com a identidade em mãos, entrei no Uruguai sem qualquer problema e pude curtir as férias.
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| Seu Madruga nas praias uruguaias |
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| São aproximadamente 45 min de barco. |
No porto de Colonia del Sacramento, você passa primeiro pela imigração uruguaia, e logo em seguida pela imigração argentina, para aí sim entrar no barco rumo à Buenos Aires.
Passei pela imigração uruguaia sem qualquer problema. A treta começou no guichê da imigração argentina. Cheguei lá e o agente ficou encarando minha cédula de identidade em silêncio por minutos a fio.
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| O cara da imigração argentina ficou tanto tempo encarando minha identidade que comecei a ficar nervoso |
Depois da alguns minutos de tensão, veio o veredito: "Na argentina você não entra!"
Com um portunhol digno de quem fez dois anos de curso de espanhol no Fisk durante a adolescência, perguntei ao infeliz por qual motivo eu estava sendo impedido de entrar no barco e seguir viagem.
O cara respondeu que eu não poderia seguir viagem pois minha identidade era velha, e por velha ele se referia ao fato de que o documento foi emitido há mais de 5 anos.
Como eu tinha lido letra por letra do acordo do Mercosul antes da viagem, expliquei pro cara da imigração argentina que não há nada no acordo que proíba identidades emitidas há mais de cinco anos, e argumentei também que não faz sentido algum, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, uma pessoa ficar trocando de cédula de identidade a cada meia década.
Nada convenceu o sujeito, que manteve a decisão de me barrar.
Minha namorada estava com passaporte e passou pela imigração sem problemas, então, como forma de amenizar prejuízos, sugeri que ela entrasse no barco e seguisse viagem sozinha, enquanto eu ficaria no Uruguai e daria um jeito de chegar em Buenos Aires.
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| Barrado no baile. Hora de botar o cérebro para funcionar e encontrar uma forma de chegar em Buenos Aires. |
A solução que encontrei naquele momento foi tentar a sorte em outro porto. Resolvi pegar um ônibus para Montevidéu, capital do Uruguai, e no porto de lá tentar pegar um barco Montevidéu x Buenos Aires, ainda assim correndo o risco de ser barrado mais uma vez por algum agente de imigração argentino malparido.
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| Meu plano pra chegar em Buenos Aires evitando o porto de Colonia del Sacramento |
Depois de quase 3 horas de viagem, cheguei na rodoviária de Montevidéu.
Sem tempo para ficar procurando sinal de wi-fi e chamar um Uber, peguei um táxi rumo ao porto. Se o serviço de táxi no Brasil já é uma bosta, em Montevidéu consegue ser bem pior. Além da tarifa ser cara, os carros são todos da década de 80 e os motoristas têm uma antipatia de dar inveja aos taxistas brasileiros.
Cheguei no porto de Montevidéu e comprei a passagem do barco rumo à Buenos Aires.
Fiquei bem apreensivo com a possibilidade de ser barrado pela imigração argentina novamente, mas dessa vez deu tudo certo, passei pelo guichê e entrei no barco sem qualquer drama, sem esse papo de "identidade com mais de 5 anos", que era pura invenção do desgraçado que me barrou em Colonia del Sacramento.
Consegui chegar em Buenos Aires e aproveitar o resto da viagem sem nenhum outro incidente, mas essa história que contei para vocês me custou R$ 700,00 entre passagem de ônibus, táxi, nova passagem de barco e IOF, além de ter perdido praticamente um dia inteiro.
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| Seu Madruga rumo à Buenos Aires |
Meu conselho ao estimado leitor: ignore o acordo do Mercosul e só viaje com passaporte. Se um agente de imigração descobrir que está sendo traído pela esposa e resolver descontar a raivinha em viajantes, ele está muito mais propenso a barrar um portador de cédula de identidade do que um portador de passaporte.
2) Conselho de classe e IPTU
Além dos R$ 700,00 citados no item acima, em janeiro resolvi pagar à vista a taxa do conselho de classe (R$ 629) e o IPTU (R$ 193).
São R$ 822,00 a menos no aporte, mas não dá pra fugir dessas despesas e para mim a melhor forma de lidar com elas é pagando à vista, com desconto, pra esquecer que isso existe até o ano que vem. Bem melhor do que ficar mês a mês se preocupando com parcelas.
Esses itens "1" e "2" citados acima significaram +- R$ 1.500,00 a menos no aporte de janeiro, mas não vou ficar me lamentando. Fico feliz por ter grana para lidar com as inconveniências da vida e também para poder cumprir minhas obrigações financeiras.
Conclusão:
No mais, cheguei nos R$ 25k. Ainda é pouco, mas estou me recuperando da compra do apartamento mais rápido do que eu esperava.
Esse dinheiro está na poupança e não sei bem o que fazer com ele. Queria renda fixa, mas os dias de glória da RF pelo visto acabaram e minha corretora não está oferecendo nada muito atrativo. Agradeço se alguém tiver alguma sugestão de onde aplicar esse recurso.
Aquele abraço!















