Estou ausente por conta dos motivos expostos no post anterior, mas não poderia deixar de registrar que hoje é o aniversário de 1 ano do blog.
Parabéns
Agradeço a vocês pela companhia durante esse período e espero que, quando o blog completar 2 anos de vida, estejam todos mais próximos da tão sonhada IF e vivendo em um Brasil com menos vermes nos três poderes.
Como o post de hoje é curto, convido a todos que estiverem desocupados a ler os 10 posts mais acessados do blog, listados a seguir:
Esse é o segundo mês em que utilizo a planilha do AdP, então peço novamente aos colegas que me corrijam caso detectem algum erro.
Fevereiro foi um mês horroroso, minha mãe fez uma cirurgia em que retirou a vesícula e parte do fígado, e eu tive que lidar com essa situação de longe pois ela mora onde judas perdeu as botas.
Felizmente o plano de saúde dela cobriu o grosso das despesas (a cirurgia seguida de 7 dias no hospital sob observação), mas muita coisa sobrou para mim também.
Por exemplo: gastei mais de R$ 300 em remédios, e provisionei quase R$ 900 para pagar a cuidadora que ficou com ela no hospital por 7 dias e ficará com ela em casa durante o mês de março.
Estou me preparando para gastar ainda mais dinheiro, pois o INSS vai enrolar já está enrolando para marcar a perícia/liberar o auxílio-doença, e nesse meio-tempo terei que arcar com todas as despesas ordinárias da minha mãe (luz, condomínio, comida etc), pois o auxílio virá retroativamente sabe-se lá quando.
Como ela ficará alguns meses afastada do trabalho, também não descarto a possibilidade de gastar com passagem aérea para trazê-la para minha casa. Enfim, a situação é mais ou menos essa:
Se não fosse por esses acontecimentos eu possivelmente estaria celebrando os R$ 80k neste post de hoje, mas tudo bem, estou satisfeito com o resultado da cirurgia, com o andamento da recuperação e por ter a certeza de que é melhor ter recursos para poder ajudar do que não ter.
Já que estou falando de mãe, vou compartilhar com vocês outro "causo" que se iniciou em 2016, esse sim vem me deixando bastante puto:
No longínquo ano de 1965, ou seja, há aproximadamente 50 anos atrás, a mãe do meu pai (vulgo minha avó) juntou as coisas dela e foi embora para nunca mais voltar, deixando três filhos para trás - meu pai com 7 anos e as duas irmãs mais novas dele.
A partir de então nunca mais se soube do paradeiro dela, a minha avó simplesmente evaporou, e desde criança o que escuto é que ela provavelmente já morreu há muito tempo.
Eis que em 2016, após meio século do mais absoluto sumiço, meu pai recebe uma "notificação extrajudicial" escrita por um advogado de um buraco no centro-oeste do país.
Na carta, o advogado fala em nome da minha avó e diz que ela é idosa e está passando dificuldades, e que meu pai tem o dever legal de prestar auxílio financeiro.
No fim da carta o advogado pede que meu pai entre em contato para definir a contratação de um plano de saúde para ela, o aluguel de um apartamento, a contratação de enfermeiras para acompanhá-la 24 horas por dia, um auxílio financeiro mensal para compra de alimentos e remédios e outras coisas que não lembro mais, como se meu pai fosse um Sheik árabe com cacife para bancar esse monte de coisa.
Não sei nem o que dizer
Meu pai ignorou a carta e, nesta semana, o advogado entrou em contato por telefone para dizer que registrou um boletim de ocorrência acusando-o de abandono de idoso, e que vai entrar com uma ação de alimentos para compelir judicialmente o meu pai a bancar a véia.
Vejam o nível da ironia: a mulher abandona o filho e em 50 anos não faz o menor esforço para saber se ele está vivo ou morto, e agora ressurge das cinzas exigindo um monte de coisas e acusando o filho de abandono.
Agora é torcer para a ação de alimentos não cair nas mãos de algum juiz esquerdista ou de coração mole. Caso isso ocorra, meu pai corre sério risco de ter parte relevante do salário dele revertida para bancar uma mulher que teve o sangue-frio de abandoná-lo quando criança e só reaparecer 50 anos depois para pedir dinheiro.
Mudando bruscamente de assunto, vou falar bem por alto sobre como está aplicado minha bufunfa: R$ 23.700,00 num CDB que está rendendo aproximadamente 1% a.m. líquido, R$ 15.000,00 em LFT 2021, R$ 14.000,00 em NTN-B Principal 2019, R$ 3.890,00 em LTN 2018 (se arrependimento matasse...), R$ 14.500,00 distribuídos quase que igualmente entre BBPO11, RNGO11, AGCX11 e KNRI11, R$ 6.800 na caderneta de poupança e R$ 400 jogados na conta da corretora.
Prometo que discriminarei o patrimônio com mais boa vontade no próximo post, inclusive com a rentabilidade dos FIIs (cujo valor das cotas está derretendo), mas por hoje é só.
Nos primórdios da história automobilística haviam carros elétricos, a vapor e de combustão interna.
Um carro elétrico em 1884
Eram todos uma merda, cada um com suas respectivas limitações, até que Henry Ford revolucionou a coisa toda criando carros com preço acessível e "user friendly", suprindo algumas necessidades que os consumidores finais nem sabiam que tinham.
Ford Model T
Foi por conta do Ford que os carros começaram a ser produzidos em escala industrial, e o motor que passou a prevalecer desde então é o de combustão interna.
O carro elétrico só foi ressuscitar muito tempo depois, mais especificamente na década de 1990, quando o governo da Califórnia decretou que certa porcentagem dos carros produzidos ali deveriam ter emissão zero de carbono.
Ao mesmo tempo que fazia um lobby violento para o decreto cair, a GM resolveu cumpri-lo lançando o EV1, o primeiro carro elétrico produzido em massa na história (pouco mais de mil unidades).
Feio pra cacete, porém silencioso e rápido, a versão mais moderna do EV1 tinha bateria com autonomia para 257km.
A GM não vendia EV1, fazia leasing sem opção de compra.
Assim que o decreto californiano caiu por pressão das montadoras, a GM recolheu todos os EV1 que estavam em circulação e mandou triturá-los, para desgosto dos usuários do veículo em questão.
Com o fim do decreto, as montadoras puderam respirar aliviadas novamente, pois poderiam continuar focando no que sabiam fazer de melhor: o bom e velho carro movido a combustível fóssil.
"Ufa!", pensaram as montadoras
Mas por quais motivos o carro elétrico é indesejado pelas montadoras?
A resposta é simples: o mercado de carros é majoritariamente à combustão e elas dominam esse mercado, então não há razão para arriscar uma mudança. Em outras palavras, "em time que está ganhando não se mexe".
Mudança envolve gastos com pesquisa, envolve a entrada de novos players no mercado, envolve uma possível nova divisão do mercado, envolve um esforço e um risco que para as montadoras simplesmente não compensa, pois elas já detêm todo o know-how para fazer fortuna com as coisas do jeito em que estão.
Felizmente para a camada de ozônio, uma pessoa chegou para destruir a centenária indústria automobilística baseada em motor de combustão interna, e ao que tudo indica ele tem as credenciais necessárias para tal façanha.
Elon Musk
Caso você ainda não conheça o futuro homem mais rico do planeta, permita-me apresentá-lo:
Elon Musk nasceu na África do Sul, apanhava na escola por ser nerdão, lia muito livro de ficção científica, jogava e programava jogos.
Vendo que seu país de origem estava longe de ser um bom lugar para empreender, aproveitou a cidadania canadense da mãe para imigrar para o Canadá, mas já ambicionando uma posterior imigração para os EUA.
Depois de passar por vários subempregos no Canadá e entrar numa universidade de lá, conseguiu transferência para a Universidade da Pensilvânia/EUA, finalmente conseguindo acesso ao país que ele tanto queria ir.
Nos EUA, ganhou alguns milhares de dólares fundando empresas de tecnologia que nunca ouvimos falar (Zip2 e X.com). Com a grana que fez nessas empresas, tornou-se cofundador do PayPal, e se tornou multimilionário quando o PayPal foi vendido para o ebay.
O PayPal você conhece
Em vez de se conformar em ter centenas de milhões de dólares no bolso, nosso amigo sul-africano não parou quieto.
Ele criou a SpaceX, empresa de transporte espacial, e a Tesla, empresa de carros elétricos.
Ambas as empresas foram alvo de chacota por anos, SpaceX por ser voltada ao transporte espacial e não conseguir mandar nada pro espaço, e a Tesla por ser montadora de carro elétrico que simplesmente não conseguia montar um carro elétrico.
A crise de credibilidade foi tão grande que, em certo momento, só o Elon Musk investia nas duas empresas, consumindo seu patrimônio pessoal e se colocando num risco real e palpável de passar de multimilionário para devedor em absoluto estado de insolvência.
SpaceX e Tesla trouxeram anos de puro desgosto
Felizmente deu tudo certo no final (para mais detalhes vá ler a biografia dele), e hoje a SpaceX é uma das empresas de transporte espacial mais respeitadas do mundo. Só para vocês terem uma ideia, ela consegue levar carga pro espaço, inclusive acoplar na ISS se necessário, por 1/3 do preço cobrado pela concorrência.
Mais do que isso, a SpaceX é uma das poucas empresas que detém a tecnologia necessária para lançar um foguete e trazê-lo de volta fazendo-o pousar da mesma forma e no mesmo lugar que decolou. Pelas barbas do profeta, vejam esse vídeo e me digam se isso não é impressionante:
Em janeiro/2016, uma aterrissagem dessas não deu certo pois uma das quatro pernas congelou e não abriu:
Mas enfim, o post é sobre carros elétricos, então vamos deixar a SpaceX de lado para falar sobre a Tesla.
Depois de passar anos prometendo muito e entregando nada, a Tesla finalmente desencantou e se tornou uma das montadoras mais relevantes no mercado de carros de luxo dos EUA.
O carro chefe da empresa é o Tesla Model S, esse aqui:
Tesla Model S
Tesla Model S - interior do veículo
A bateria da versão mais barata do Model S aguenta 390km, e a da versão mais cara aguenta 426km. Para carregar o carro de 0 a 100% demora aproximadamente 20 minutos.
Não existe nada, absolutamente nada, que torne esse carro inferior aos demais existentes no mercado, muito pelo contrário, ele é o mais bem avaliado de sua categoria (luxury large cars) e também o campeão de vendas no ano de 2015:
O plano do Elon Musk, no entanto, não é ser fabricante de carro de luxo, e sim extinguir a indústria automobilística baseada em motor de combustão interna.
Isso exige carros elétricos a preços mais acessíveis, e o Model S está longe de poder ser considerado acessível, vez que tem um preço superior a US$ 100 mil.
Visando popularizar os carros elétricos, a Tesla fará em 31/03/2016 o anúncio ofícial do Model 3, com um preço de entrada de US$ 35.000,00.
Model 3, a ser lançado oficialmente em 31/03/2016
Se nunca mais gastar dinheiro com gasolina e troca de óleo não lhe parece bom o suficiente, a Tesla lhe oferece mais um atrativo: não gastar um centavo com energia elétrica.
Isso mesmo, meus confrades, cada um dos pontos vermelhos abaixo são postos de abastecimento da Tesla onde você pode carregar seu carro de graça (de graça mesmo, tudo que você tem que fazer é ter um Tesla):
Clique para ampliar. O objetivo de longo prazo é que todos esses postos sejam abastecidos por energia solar. Não por uma coincidência do destino, o Elon Musk também tem uma empresa cujo objetivo é vender/alugar painéis solares a preço popular.
Repare num detalhe sórdido: graças à rede de postos de abastecimentos acima, é possível dirigir pelos EUA da costa leste a oeste de graça, sem gastar um centavo de combustível. E não, não se trata de uma promoção, os postos são permanentes, e a utilização gratuita dos mesmos também é.
Um dos pontinhos vermelhos do mapa acima. Gasolina é o caralho, o futuro é carregar o carro igual se carrega um smartphone.
Ainda focado na popularização dos carros elétricos, em 2014 a Tesla liberou suas patentes, convidando quem quer que seja a copiar sua tecnologia para concorrer com ela.
Pode parecer uma decisão negocial meio doida, mas na verdade faz sentido: se a Tesla mantiver só pra ela todo o know-how de produção de carros elétricos de excelência, a indústria automobilística seguirá sendo majoritariamente baseada em combustível fóssil, e carros elétricos serão sempre apenas um "nicho".
Reparem que tudo isso que escrevi, apesar de ser muito atraente, até agora só é uma realidade para norte-americanos com disponibilidade para pagar mais de USD 100k num carro.
Model X com a falcon wing door. Para ver a maravilha que é essa porta, clique aqui
No entanto, a Tesla está claramente capinando o terreno para um mundo de carros elétricos, uma realidade que estará mais próxima (do norte-américano, pelo menos) com o lançamento do já mencionado Model 3 ao preço de US$ 35 mil.
Obra faraônica: a Tesla está construindo uma fábrica gigante de baterias no Texas, para aumentar sua produção de carros
Quem acompanha o blog sabe que não tenho carro e não pretendo ter tão cedo. Aliás, esse é um assunto que sempre me deixa entediado nas rodas de conversa.
Mesmo assim, desde que comecei a pesquisar sobre esse assunto, tenho pensado bastante em carros elétricos.
Acredito que o Elon Musk está discretamente arquitetando uma revolução no setor automobilístico, com um produto que ao menos nos EUA será tão atrativo, mas tão atrativo, que não fará sentido algum alguém desejar um carro movido a combustível fóssil, a não ser que a pessoa seja o tipo de saudosista que prefere uma máquina de escrever em vez de um notebook.
Em termos de tecnologia, chegaremos em breve num ponto em que não há nada que justifique uma indústria automobilística baseada em combustível fóssil.
No livre mercado acredito que o carro elétrico naturalmente mataria o antiquado carro de motor de combustão interna, mas o fato é que o centro dessa transição é os EUA, país cujo governo mantém uma relação promíscua com petrolíferas e montadoras de veículos, então as coisas não serão tão simples assim.
Aos interessados em conhecer melhor o Elon Musk, SpaceX e Tesla, a biografia ao qual me referi no meio deste post é essa:
A partir de hoje começo a usar a planilha do AdP. Peço aos colegas que me corrijam se eu fizer alguma besteira na utilização da planilha.
Despesas extraordinárias:
O aporte foi comprometido negativamente por dois fatores: paguei à vista a anuidade do conselho de classe, o que me custou R$ 625, e amortizei em R$ 1 mil o meu saldo devedor mencionado nesse post (faltam R$ 6 mil para quitá-lo).
Alocação do patrimônio:
Faz uns meses que parei de divulgar a alocação do meu patrimônio (sem um motivo específico, foi preguiça mesmo). Retomarei a divulgação no post do mês que vem.
Resumindo janeiro: Mês calmo e sem grandes surpresas na vida profissional.
Na vida pessoal, resolvi colocar em prática minha meta de deixar de ser sedentário, tirei as teias de aranha de cima da bicicleta e voltei a pedalar.
Pedalei em 20 dos 31 dias de janeiro, totalizando 234km (média: 11,7km/dia pedalado).
Não faço ideia se isso é um desempenho bom ou ruim, mas para quem não estava fazendo exercício algum, acredito que é um progresso relevante.
Pedalei mais do que a distância entre o Rio e Campos dos Bostacazes em linha reta
Um ponto negativo em pedalar tem sido a sujeição excessiva às condições meteorológicas. Basta chover para arruinar o planejamento, e um vento muito forte batendo contra minha direção cansa pra cacete e me dá vontade de vender a bicicleta e gastar todo o dinheiro em churros e aportar o dinheiro.
Outro ponto negativo tem sido a quantidade monstruosa de retardados mentais na ciclovia.
É pedestre cruzando sem olhar pros lados e quase sendo atropelado por ciclista; é a menina te atrasando pois ela está pedalando na sua frente a 1km/h enquanto tira um selfie; é o corredor que simplesmente resolve que ele é foda demais para correr no calçadão e decide que a ciclovia é a pista de corrida particular dele; é a criança se jogando na ciclovia enquanto a mãe desesperada grita "Sai daí, Maycon!"; é o casal pedalando lado a lado e ocupando as duas faixas impedindo ultrapassagens; é o cara que por algum motivo achou que seria apropriado andar de honda bis na ciclovia; é o cara pedalando na contra-mão enquanto canta "Feliz aniversário meu amor" do Ronaldo e os Barcellos, enfim, é tudo que tem de ruim na sociedade reunido num só lugar e conspirando para atrapalhar meu ritmo.
Apesar dos pesares, sigo inspirado pela Dilma e manterei o ritmo das pedaladas, embora o carnaval esteja chegando aí para complicar um pouco meu projeto de vida saudável.
Expectativas para fevereiro:
Estou bastante desanimado com o carnaval. Nem quando eu era solteiro eu tinha afeição por muvuca, sol, gente estranha roçando uma na outra, cheiro de mijo e barulho excessivo, então imaginem agora que estou namorando.
O pior de tudo é que prometi pra minha namorada que faríamos alguma coisa no carnaval, e ela acabou por planejar uma viagem para o segundo pior destino possível para alguém que não curte essa festa: Rio de Janeiro (o primeiro é Salvador).
Morei no Rio por 17 anos, até gosto da cidade, mas definitivamente não tenho ânimo para passar vários dias seguidos em blocos de rua.
Para agravar a situação, o pai da minha namorada é compositor, velha guarda e ex-presidente de uma escola de samba tradicional do Rio, enfim, é um cara com um trânsito enorme no carnaval "oficial", e provavelmente vai nos arranjar entrada para todo tipo de evento que rolar.
Não consigo conter a empolgação
Em vez de fazer cara de cu dias a fio, tentarei levar a situação na esportiva na expectativa de que os dias passem mais rápido.
Outra novidade em fevereiro é que um processo judicial movido pela minha empresa está em estado bastante avançado e pode ser que finalmente chegue a um final feliz.
Já teve sentença condenando a parte contrária, todos os recursos já foram julgados, uma máquina que faz blocos de concreto e pavers foi penhorada e o primeiro leilão será no meio de fevereiro (ninguém se importa com o primeiro leilão), enquanto o segundo será no final do mês.
Agora é ficar no torcida pra alguém arrematar o trambolho.
Você que sempre quis ter uma indústria de pré-moldados, entre em contato comigo para comprar esse troço
Sem mais para o momento, despeço-me desejando a todos um excelente mês!